Há muitas „ameaças“ à liberdade. Com tanta evidência dos efeitos nefastos para a população em geral, mas neste caso para pessoas em desenvolvimento e que a sociedade ainda não considera capazes para tomarem as suas decisões e que são geralmente protegidas e o pessoal queixa-se desta proibição em vez de se queixarem dos malefícios que as redes sociais têm feito. E a ameaça à liberdade de não poderem fumar e beber?
besmarques on
O problema destas opiniões é cometerem logo erros factuais o que faz com que deixe de ler.
Os dados estão sujeitos a data breach?
Isso já estão. Ao tempo que existe a CMD. Agora, porque o endpoint da CMD retorna um Boolean na idade é que é preocupante os dados? (Pelo que se fala da aplicação da medida)
Que é que isso tem a ver com fotos? Que é que isso tem a ver com os restantes dados? Que é que isso tem a ver com o Facebook ficar com restantes dados ou o governo ficar com dados dos posts?
Ainda se pode falar do screening da mensagens agora dos dados é que tenho muitas dúvidas.
Eu nem sei se não passaria identificação obrigatória nas redes sociais a partir de um certo alcance…
staslindo on
Por mim, para teres um perfil numa rede social deverias mostrar o cartão de cidadão e registar a identificação.
gatoerato on
Olha, por um lado, isto vai finalmente obrigar-me a apagar todas as redes.
AshamedShelter2480 on
Concordo com a premissa, apesar de não estar totalmente de acordo com o conteúdo do texto.
Estas medidas que toda a união europeia está a tomar, no sentido de identificar e monitorizar o uso da internet, juntamente com o aumento de feudos online de propriedade privada, são bastante problemáticas. O facto de se adotarem estas medidas sem debate e com o único argumento de „save the children“ é bastante reminiscente de outras medidas pouco democráticas.
Se querem restringir o uso dos menores, a melhor estratégia tecnicamente fiável é controlar ao nível do interface e não usar a chave digital. Isto, aliado à educação e à multa aos prevaricadores, seria mais do que suficiente. Também não preciso de mostrar o cartão do cidadão para comprar uma cerveja ou entrar num bar e, mesmo os mais jovens que sim o necessitam mostrar, não deixa um registo.
funggitivitti on
Falar de liberdade quando corporações traficam dados há anos é obra. Nesta altura do campeonato até prefiro que se faça isto. Assim sabemos quem são os porcos racistas que populam certos subs.
IMobius8 on
Votaram neles. Temos pena
Não votaram? É a mesmo que votar neles.
Agora colhem.
erexcalibur on
Quero só chamar à atenção que o Primeiro Ministro do Reino Unido (um dos primeiros países a avançar com isto com o Online Safety Act) ontem disse que tem o objetivo de banir VPNs, tal como o Macron também já o disse.
Só se deixa enganar quem quer.
DionisioMC on
Só me resta a esperança de que o tribunal constitucional mande isto abaixo como deveria. E acho que as pessoas se esquecem que o governo atual por muito incompetente que seja é capaz de não fazer nada com isto, mas se deixarem o André Ventura ser primeiro ministro tenho a certeza que essa informação vai começar a ser usada contra nós e começamos a ter presos políticos por exporem as suas opiniões online….
100is99plus1 on
Eu não concordo com esta cena da verificação da idade, mas concordo ainda menos com a proliferação de perfis falsos e a utilização das mesmas por menores (algo que as próprias redes não permitem nos seus termos de utilização creio). Mas se eu denuncio perfis falsos no fb e a meta não quer saber, como podemos fazer diferente? É que a questão dos perfis falsos ainda é como o outro, mas a parte dos menores utilizarem…? Quais seriam as alternativas?
Competitive_Wafer941 on
Isto até pode parecer fazer sentido à primeira vista, mas na prática, vai ser contornado com VPNs ou contas dos pais ou até através de sites duvidosos criando riscos desnecessários.
O que foi aprovado na generalidade é tão complexo do ponto de vista técnico que as plataformas provavelmente farão o mínimo possível. E mesmo ao Estado é impossível monitorizar tudo, principalmente em casos como Facebook ou TikTok.
Este tipo de sistemas criam sempre uma enorme base de dados sensível. Se até sistemas como o das Finanças já tiveram falhas graves, podemos imaginar o risco de leaks ou ataques com isto.
No final do dia, a proteção real depende muito mais da supervisão e educação digital dos pais do que de leis rígidas ou sistemas centralizados.
Training_Pool_6781 on
Embora considere legítimas e mais que compreensíveis os perigos destas medidas, não é mais ignorável que as redes sociais como um todo estão a ser utilizadas como armas de guerra híbrida contra a coesão das democracias ocidentais.
A argumento de ser para proteger as crianças é, a meu ver, esfarrapado. A meu ver, o que realmente se pretende é retirar deste campo de batalha as redes sociais, que com os seus exércitos de bots, algoritmos à mercê de entidades privadas sem escrutínio, e agentes estrangeiros que se dedicam à disseminação de desinformação em massa, são provavelmente a maior ameaça atual às sociedades ocidentais.
Não digo que esta seja a melhor solução (em grande parte discordo), mas é preciso uma solução.
É nobre que o „povo“ tenha voz, mas o que se tem visto é que o „povo“ não tem tido capacidade crítica robusta o suficiente para se proteger dos maus atores. E por isso estamos numa situação crítica.
E vê-se isto nos jovens, crescentemente apaticos, amarrados a discursos polarizantes e divisivos, e à gratificação instantânea das redes sociais.
Seja qual for, é preciso uma solução.
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12 Kommentare
Há muitas „ameaças“ à liberdade. Com tanta evidência dos efeitos nefastos para a população em geral, mas neste caso para pessoas em desenvolvimento e que a sociedade ainda não considera capazes para tomarem as suas decisões e que são geralmente protegidas e o pessoal queixa-se desta proibição em vez de se queixarem dos malefícios que as redes sociais têm feito. E a ameaça à liberdade de não poderem fumar e beber?
O problema destas opiniões é cometerem logo erros factuais o que faz com que deixe de ler.
Os dados estão sujeitos a data breach?
Isso já estão. Ao tempo que existe a CMD. Agora, porque o endpoint da CMD retorna um Boolean na idade é que é preocupante os dados? (Pelo que se fala da aplicação da medida)
Que é que isso tem a ver com fotos? Que é que isso tem a ver com os restantes dados? Que é que isso tem a ver com o Facebook ficar com restantes dados ou o governo ficar com dados dos posts?
Ainda se pode falar do screening da mensagens agora dos dados é que tenho muitas dúvidas.
Eu nem sei se não passaria identificação obrigatória nas redes sociais a partir de um certo alcance…
Por mim, para teres um perfil numa rede social deverias mostrar o cartão de cidadão e registar a identificação.
Olha, por um lado, isto vai finalmente obrigar-me a apagar todas as redes.
Concordo com a premissa, apesar de não estar totalmente de acordo com o conteúdo do texto.
Estas medidas que toda a união europeia está a tomar, no sentido de identificar e monitorizar o uso da internet, juntamente com o aumento de feudos online de propriedade privada, são bastante problemáticas. O facto de se adotarem estas medidas sem debate e com o único argumento de „save the children“ é bastante reminiscente de outras medidas pouco democráticas.
Se querem restringir o uso dos menores, a melhor estratégia tecnicamente fiável é controlar ao nível do interface e não usar a chave digital. Isto, aliado à educação e à multa aos prevaricadores, seria mais do que suficiente. Também não preciso de mostrar o cartão do cidadão para comprar uma cerveja ou entrar num bar e, mesmo os mais jovens que sim o necessitam mostrar, não deixa um registo.
Falar de liberdade quando corporações traficam dados há anos é obra. Nesta altura do campeonato até prefiro que se faça isto. Assim sabemos quem são os porcos racistas que populam certos subs.
Votaram neles. Temos pena
Não votaram? É a mesmo que votar neles.
Agora colhem.
Quero só chamar à atenção que o Primeiro Ministro do Reino Unido (um dos primeiros países a avançar com isto com o Online Safety Act) ontem disse que tem o objetivo de banir VPNs, tal como o Macron também já o disse.
Só se deixa enganar quem quer.
Só me resta a esperança de que o tribunal constitucional mande isto abaixo como deveria. E acho que as pessoas se esquecem que o governo atual por muito incompetente que seja é capaz de não fazer nada com isto, mas se deixarem o André Ventura ser primeiro ministro tenho a certeza que essa informação vai começar a ser usada contra nós e começamos a ter presos políticos por exporem as suas opiniões online….
Eu não concordo com esta cena da verificação da idade, mas concordo ainda menos com a proliferação de perfis falsos e a utilização das mesmas por menores (algo que as próprias redes não permitem nos seus termos de utilização creio). Mas se eu denuncio perfis falsos no fb e a meta não quer saber, como podemos fazer diferente? É que a questão dos perfis falsos ainda é como o outro, mas a parte dos menores utilizarem…? Quais seriam as alternativas?
Isto até pode parecer fazer sentido à primeira vista, mas na prática, vai ser contornado com VPNs ou contas dos pais ou até através de sites duvidosos criando riscos desnecessários.
O que foi aprovado na generalidade é tão complexo do ponto de vista técnico que as plataformas provavelmente farão o mínimo possível. E mesmo ao Estado é impossível monitorizar tudo, principalmente em casos como Facebook ou TikTok.
Este tipo de sistemas criam sempre uma enorme base de dados sensível. Se até sistemas como o das Finanças já tiveram falhas graves, podemos imaginar o risco de leaks ou ataques com isto.
No final do dia, a proteção real depende muito mais da supervisão e educação digital dos pais do que de leis rígidas ou sistemas centralizados.
Embora considere legítimas e mais que compreensíveis os perigos destas medidas, não é mais ignorável que as redes sociais como um todo estão a ser utilizadas como armas de guerra híbrida contra a coesão das democracias ocidentais.
A argumento de ser para proteger as crianças é, a meu ver, esfarrapado. A meu ver, o que realmente se pretende é retirar deste campo de batalha as redes sociais, que com os seus exércitos de bots, algoritmos à mercê de entidades privadas sem escrutínio, e agentes estrangeiros que se dedicam à disseminação de desinformação em massa, são provavelmente a maior ameaça atual às sociedades ocidentais.
Não digo que esta seja a melhor solução (em grande parte discordo), mas é preciso uma solução.
É nobre que o „povo“ tenha voz, mas o que se tem visto é que o „povo“ não tem tido capacidade crítica robusta o suficiente para se proteger dos maus atores. E por isso estamos numa situação crítica.
E vê-se isto nos jovens, crescentemente apaticos, amarrados a discursos polarizantes e divisivos, e à gratificação instantânea das redes sociais.
Seja qual for, é preciso uma solução.