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    10 Kommentare

    1. GallowBoyJack on

      Uma coisa que não gosto nos debates sobre „liberdade“ e conceitos afins é o quão distanciados eles tendem a estar da rotina normal. No geral fala-se de leis opressoras, necessidade de autorizações; às vezes fala-se de questões de direitos positivos, liberdade de escolha e auto-governação.

      Mas a liberdade, para uma pessoa normal, vai ser uma questão de necessidades que estarão a ser satisfeitas, é um termo pragmático. Para uma pessoa normal a liberdade é consequentalista, não é normativa. Para um filósofo, para alguns políticos, é uma questão mais conceptual tendencialmente.

      Dizer que o Estado retira liberdade, ou que a cultura do trabalho, ética de trabalho calvinista, retira liberdade (posição com a qual concordo), começa num ponto possível e eventualmente acaba por não dizer nada. Dizer que Liberdade é a ausência de constrangimentos externos é uma posição vazia.

      As pessoas queixa-se de falta de tempo, meios,, às vezes queixam-se de falta de energia (outras vezes nem sabem que lhes falta energia ou informação). A falta de liberdade é um sentimento e é uma observação social, é uma questão de hábitos e como são constragidos por coisas.

      E é um tema díficil, que não acho que seja assim tão complexo como irão dizer — e isto normalmente é uma desculpa para não serem retiradas conclusões.

      É nestes caso onde eu sinto que falta imensa voz do cidadão comum, em artigos e fóruns e comícios, ou reportagens.

    2. A liberdade depende se a pessoa é rica ou pobre financeiramente?

      Os pobres vivem na ditadura e os ricos numa liberdade?

      Epa o expresso é cada vez mais um jornal com síndrome de esquerda.

      Já sei que os pobres de espírito vão colocar o seu downvote, por isso não saem da cepa torta.

    3. A nossa classe política tem de perceber que ter um trabalho e ter um trabalho digno são coisas radicalmente diferentes.

      É grave que uma pessoa que trabalhe a full time não consiga sair da pobreza. De que vale ter um emprego se não se consegue fazer face às suas necessidades?

    4. stratamaniac on

      Numa casa portuguesa fica bem
      Pão e vinho sobre a mesa
      Quando à porta humildemente bate alguém
      Senta-se à mesa co’a gente
      Fica bem essa fraqueza, fica bem
      Que o povo nunca a desmente
      A alegria da pobreza
      Está nesta grande riqueza
      De dar, e ficar contente

    5. Finalmente alguém fala disto

      Dou em doido com ninguém falar mais neste tema

      Isto subverte a democracia
      É um veneno para um sociedade saudável

    6. Há liberdade, sim. Mas há menos liberdade do que para quem trabalha e não é pobre.

      Ter mais possibilidades e opções de escolha, poder experimentar um leque mais vasto de experiências como ser humano, é, na minha opinião, sinónimo de ser (mais) livre.

      Mas generalizar é sempre limitador. Há moradores de rua que se sentem mais livres do que gente que trabalha no duro todos os dias, tem casa, família, e vai de férias para o Algarve – sentem-se escravos da rotina.

    7. Pelos comentários deste post, parece que não vivemos em liberdade, então porque se festeja o 25 de abril? 😄

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