Foi com “desconforto”, segundo um colega do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, que, na terça-feira, o procurador Pedro Botas assistiu às declarações do diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, “ilibando” Fernando Gomes, ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, na Operação ”Mais Valia”. Este processo investiga suspeitas de corrupção, entre outros crimes, na venda, em 2018, da antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol.
De acordo com informações recolhidas pelo **CM**, as palavras de Luís Neves não foram coordenadas com o Ministério Público. **Aliás, questionada pelo CM se “as declarações do diretor da PJ foram previamente acordadas com o Procurador-geral ou com o magistrado titular do processo”, a Procuradoria-geral da República foi taxativa: “Não houve qualquer contacto prévio”.**
Na mesma resposta, a Procuradoria informou que o “Ministério Público pronuncia-se sobre responsabilidade criminal nos momentos processuais próprios ou quando sejam exigíveis esclarecimentos”, tal como prevê o artigo 86º do Código do Processo Penal. Certo é que as declarações do diretor nacional da PJ, dizendo que, nem Fernando Gomes, nem Tiago Craveiro, ex-diretor geral da FPF, era suspeitos na investigação em curso não caíram bem no DIAP de Lisboa.
odetriunfal on
Conforme disse noutro sub: este pândego que adora aparecer na TV e fazer comentário político passou por cima dos verdadeiros responsáveis pelo processo. O Ministério Público é o titular da ação penal; aos órgãos de polícia criminal cabe coadjuvá-lo.
Num país a sério, ocorreria a demissão desta personagem.
Plus_Jorg3N_7882 on
Operação „Mais valia estar calado“!
WhiskersTheDog on
Fernando Gomes é outro dos DDTs deste país.
ObjectiveDazzling530 on
Para quando a demissão?
Wrong_Impression4800 on
Boneco
lou1uol on
Pessoalmente, acho que há muito mais nesta história do que é visível.
Custa-me muito a acreditar que o Diretor da PJ tenha feito isso de livre vontade. Não faz nenhum sentido.
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7 Kommentare
Foi com “desconforto”, segundo um colega do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, que, na terça-feira, o procurador Pedro Botas assistiu às declarações do diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, “ilibando” Fernando Gomes, ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, na Operação ”Mais Valia”. Este processo investiga suspeitas de corrupção, entre outros crimes, na venda, em 2018, da antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol.
De acordo com informações recolhidas pelo **CM**, as palavras de Luís Neves não foram coordenadas com o Ministério Público. **Aliás, questionada pelo CM se “as declarações do diretor da PJ foram previamente acordadas com o Procurador-geral ou com o magistrado titular do processo”, a Procuradoria-geral da República foi taxativa: “Não houve qualquer contacto prévio”.**
Na mesma resposta, a Procuradoria informou que o “Ministério Público pronuncia-se sobre responsabilidade criminal nos momentos processuais próprios ou quando sejam exigíveis esclarecimentos”, tal como prevê o artigo 86º do Código do Processo Penal. Certo é que as declarações do diretor nacional da PJ, dizendo que, nem Fernando Gomes, nem Tiago Craveiro, ex-diretor geral da FPF, era suspeitos na investigação em curso não caíram bem no DIAP de Lisboa.
Conforme disse noutro sub: este pândego que adora aparecer na TV e fazer comentário político passou por cima dos verdadeiros responsáveis pelo processo. O Ministério Público é o titular da ação penal; aos órgãos de polícia criminal cabe coadjuvá-lo.
Num país a sério, ocorreria a demissão desta personagem.
Operação „Mais valia estar calado“!
Fernando Gomes é outro dos DDTs deste país.
Para quando a demissão?
Boneco
Pessoalmente, acho que há muito mais nesta história do que é visível.
Custa-me muito a acreditar que o Diretor da PJ tenha feito isso de livre vontade. Não faz nenhum sentido.