
Sie sind kein „Bibelot“ und sollen sich im Alter nicht um ihre Eltern kümmern. Es gibt immer mehr Menschen, die keine Kinder haben wollen
https://cnnportugal.iol.pt/filhos/demografia/nao-sao-um-bibelot-e-nao-servem-para-tomar-conta-dos-pais-na-velhice-ha-cada-vez-mais-pessoas-que-nao-querem-ter-filhos/20250316/67bdbca0d34e3f0bae9aeea3
Von KhaosSama
16 Kommentare
Sou um desses. Se alguém quiser tenho para dar.
É um facto que na natureza os animais não reproduzem quando têm falta de recursos. Rendas absurdas que não permitem começar a vida, horas e expectativas absurdas com horários de trabalho e deslocações e um futuro desanimador em relação ao futuro do planeta terra são fatores determinantes em não querer ter filhos.
Afinal de contas, somos todos animais.
Deixem-se destes artigos que culpam o individual e comecem a focar-se em resolver os problemas de fundo
Eu nunca quis, mas mesmo pessoas que já quiseram não estão a querer mais. A vida já está demasiado difícil e naturalmente não a querem tornar mais complicada.
Acho muito bem que haja cada vez mais pessoas a pensar e não tomar decisões baseadas na ideia romantizada de uma família.
Salário médio Vs preço das coisas
Ter uma criança é irresponsabilidade , quem pode , que tenha
Não há tempo, dinheiro ou perspectivas de um futuro melhor, para quê trazer mais alguém para esta existência
Até parece que isto foi planeado.
[https://www.un.org/development/desa/pd/sites/www.un.org.development.desa.pd/files/unpd-egm_200010_un_2001_replacementmigration.pdf](https://www.un.org/development/desa/pd/sites/www.un.org.development.desa.pd/files/unpd-egm_200010_un_2001_replacementmigration.pdf)
Há um grande culpado disto: as economias desiguais que só servem para servir os ricos. Isso impede as pessoas de assentar e constituir família.
Isto acontece naquelas soviedades em que proibir fundos imobiliários de comprar casas é de um enorme radicalismo, mas em que um apartamento custa mais do que o salário mínimo é visto apenas como o mercado a funcionar.
Como pai de dois pequenos q adoro e n trocava por nada, isto é uma merda.
Impressionante como se pode odiar e gostar de ser pai ao mesmo tempo
É complicado com a conjuntura actual alguém conseguir ter filhos de livre vontade.
A minha única filha nasceu em 2014 e foram muitas as dificuldades,.era algo que eu e a minha esposa queríamos mas foi muito difícil, entretanto consegui melhor vencimento e o valor da casa está muito mais baixo.
São muitos os sacrifícios, para mim compensou pois era algo que eu queria, mas pqp.
E depois ficas indignado porque vês que o dinheiro está demasiado curto, vais a seg social e… Ahh ganhas mais que o ordenado mínimo? Então não tens direito a abono.
Creche? Toma lá uma IPSS por 230 euros, enquanto que as mães solteiras (no papel) pagam 50.
Ahh e mês de agosto desenrasca-te porque fechamos, apesar de pagares….
Fdx meti a minha filha no privado por mais 40 euros por mês, aberto todo o ano e com um acompanhamento espetacular.
Depois os turnos, a organização e mais importante, a saúde mental, estás cansado, descarregas na parceira, a parceira descarrega em ti, a conta no negativo…
Férias? Vais a terra dos teus pais e já vais com sorte.
Desculpem o rant, fico fdd quando há tanta gente a explorar o sistema e para quem se esforça mais leva nicles.
Mas o problema crucial é sempre a conjuntura.
Quem quer tem de planear muito bem.
Coisas novas para o quarto do bebê? Tudo o que pude comprei usado, por acaso já tinha carrinho, ovo etc porque ofereci ao meu afilhado quando nasceu e disse logo a mãe dele que ficava reservado para mim, quando a minha nascer.
Aproveitar descontos nas fraldas e encher o porta bagagens para as fraldas ficarem „baratas“.
UFF tanta coisa para dizer.
Edit, só para clarificar as mães solteiras de papel.
Acho triste haver mães solteiras, é uma tarefa muito difícil e deveriam ter muito apoio do estado.
O problema é que conheço n casais, não casados, com moradas diferentes, e elas são mães solteiras… Sacam umas boas coroas mensalmente.
Fico fdd
Nunca quis e não me arrependo minimamente. Com esta crise na habitação, o desequilíbrio entre vida privada e e profissional e com as cada vez maiores exigências que se aplicam aos pais, não, obrigada. Gosto de ir dormir sem grandes preocupações.
>“Uma vasectomia? Tem a certeza?” O médico olhou-o com estranheza. Carlos respondeu: “Sim, tenho a certeza.”
>Carlos tem 27 anos e está a estudar engenharia eletrotécnica.
Como se estudar engenharia já não fosse um método contraceptivo suficientemente bom
Eu até sou das pessoas que gostava muito de ter filhos mas com a situação do mundo e vários outros fatores é algo que simplesmente morfou para nope não quero não estou interessado.
Se tivesse seria para conseguir dedicar o máximo possível de tempo, com os trabalhos das 9 às 18 (que nem é bem o meu caso sendo muito mais flexível), o preço das coisas, o estado da saúde pública, etc.
Como disse aqui alguém, os animais quando não têm recursos não se reproduzem. E não me parece racional tornar a minha vida insuportável só para satisfazer um desejo primitivo e criar outra geração de crianças que não tiveram contacto com os país porque era casa trabalho – trabalho casa .
Eu tenho e compreendo perfeitamente. Até porque a maior parte que tem se os Pais trabalharem os dois o tempo para estarem com os filhos é ridículo. Mas depois quando os problemas acontecem são culpados de tudo e mais alguma coisa.
Ao contrário do que muita gente pensa aqueles casos de pessoas que deixam os filhos nos carros acidentalmente nada tem a ver com irresponsabilidade mas sim com um total esgotamento da sociedade que mal tem tempo para pensar o dia de amanhã.
Existe aí um grupo de pessoas que diz que o que é bonito é ver uma família a superar as dificuldades unida. Essa gente pode ter a certeza que nunca soube o que são dificuldades.
Ter filhos em Portugal só é um problema para quem mete a mão na consciência e avalia não ter recursos para criar uma criança com o as condições que quer.
Mas ao mesmo tempo continuamos a ver quem não tenha consciência e se reproduza apesar disso (“white trash”, suecos, Palops) às custas do Estado Social.
Ainda há pouco tempo foi noticiado um caso de uma mãe de São-Tomé, grávida que se queixava de ter sido ameaça de ficar sem o bebé à nascença, por não ter casa (mas ia já para o 4.º filho, o mais velho já maior de idade.
Está na altura de o Estado Social começar a servir melhor aqueles que mais contribuem para ele.
Aqui em casa não vemos mais prós do que contras.
Temos mais tempo, mais dinheiro e menos preocupações.
Eu quero estar presente na vida dos meus pais durante a velhice. E quero estar presente na vida dos meus filhos.
Mas para isso preciso que seja mais normalizado abdicar de trabalhar 40h semanais, mesmo que com um vencimento menor.
Cada um sabe de si. Eu sabia, antes de ter filhos, que a decisão de os ter ia ter um impacto financeiro nefasto. Simplesmente no balanço geral da minha vida não achei que uma soma monetária ou um bem material equivalente fossem fazer uma diferença equivalente ao de uma família com mais elementos.