>“A AML vive uma tendência de declínio no que toca à produtividade e qualificação das suas atividades económicas, o que não é condizente com o que se pode esperar de uma região-capital, que deveria contribuir para a qualificação do país”, conclui o estudo “A Descomplexificação Económica da Área Metropolitana de Lisboa”.
>(…) o crescimento do turismo e negócios imobiliários, que trazem menos valor acrescentado a uma economia, à boleia do chamariz das rentabilidades imediatas, tem ‘esvaziado’ a aposta noutros sectores, defendem os autores.
>Guilherme Rodrigues, coordenador do estudo, defende que “as economias podem e devem ser diversificadas. O problema aqui é que estes dois sectores estão a crescer à boleia da subida do preço dos solos e canibalizam os outros”.
>“O investimento não é ilimitado, e quando se canaliza todo o capital para um sector de baixo valor acrescentado, composto por empregos de baixos ordenados, estamos a limitar a criação de empregos qualificados e de maior produtividade na região”, explica Marlon Francisco.
>E são várias as multinacionais que tinham apostado em Lisboa mas que agora realocam equipas ou serviços para outras economias. O banco BNP Paribas, por exemplo, está a delegar parte das funções de alguns departamentos de Lisboa para a Índia. Outras empresas na área financeira e tecnológica estão a trocar o sol de Lisboa pelo frio do Leste europeu, como a Polónia ou a Eslováquia. No caso polaco, o salário mínimo é superior ao português (4666 zlótis, cerca de €1126) e o eslovaco é de €820, equivalente aos €870 praticados em Portugal.
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>“A AML vive uma tendência de declínio no que toca à produtividade e qualificação das suas atividades económicas, o que não é condizente com o que se pode esperar de uma região-capital, que deveria contribuir para a qualificação do país”, conclui o estudo “A Descomplexificação Económica da Área Metropolitana de Lisboa”.
>(…) o crescimento do turismo e negócios imobiliários, que trazem menos valor acrescentado a uma economia, à boleia do chamariz das rentabilidades imediatas, tem ‘esvaziado’ a aposta noutros sectores, defendem os autores.
>Guilherme Rodrigues, coordenador do estudo, defende que “as economias podem e devem ser diversificadas. O problema aqui é que estes dois sectores estão a crescer à boleia da subida do preço dos solos e canibalizam os outros”.
>“O investimento não é ilimitado, e quando se canaliza todo o capital para um sector de baixo valor acrescentado, composto por empregos de baixos ordenados, estamos a limitar a criação de empregos qualificados e de maior produtividade na região”, explica Marlon Francisco.
>E são várias as multinacionais que tinham apostado em Lisboa mas que agora realocam equipas ou serviços para outras economias. O banco BNP Paribas, por exemplo, está a delegar parte das funções de alguns departamentos de Lisboa para a Índia. Outras empresas na área financeira e tecnológica estão a trocar o sol de Lisboa pelo frio do Leste europeu, como a Polónia ou a Eslováquia. No caso polaco, o salário mínimo é superior ao português (4666 zlótis, cerca de €1126) e o eslovaco é de €820, equivalente aos €870 praticados em Portugal.