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    13 Kommentare

    1. Gabriel-d-Annunzio on

      Em teoria, é. Na práctica, é pintada de cor de rosa. Em parte, o Marquês de Pombal foi re-interpretado pela historiografia pós-Republica como republicano ex ante, pela sua legislação iluminista e, especialmente, anti-clerical. Assim, em vez de ditador, foi visto como um reformador progressista que teve de fazer uso de métodos mais violentos para uma finalidade nobre. Como a disciplina de História, mesmo nas universidades, é uma piada, e a maior parte dos estudantes não sabem patavina sobre história da historiografia nacional, comem com treta que era quase literal propaganda do início do século XX.

    2. francisbarreiras on

      Porque as monarquias absolutas, como foi o caso em Portugal desde 1128/43 até à revolução liberal, são, para todos efeitos, regimes ditatoriais, ou seja, na prática, sempre se tinha vivido num país revestido de totalitarismo.

      Agora, a única exceção aqui é que D. José delegou imensos aspetos da governação para o seu secretário do Reino, o Marquês, mas só mudou quem exercia o poder. A fama de tirano também o marcou porque o Marquês acreditava numa espécie de absolutismo esclarecido de Luís XIV (Rei Sol) e, conjugando isso com o movimento iluminista, começou a reduzir o poder e influência do clero e da nobreza na sociedade. Eventualmente houve toda a questão com o processo dos Távoras, que veio cimentar ainda mais o seu poder, no entanto, eu pelo menos falei muito dessa questão na escola.

    3. impecbusilis on

      Lamento desapontar-te mas o D Afonso Henriques também não era propriamente um grande democrata…

      Os personagens históricos são pessoas do seu tempo, que viveram de acordo com o modo de pensar desse tempo. O Marques de Pombal foi tão ditador como qualquer governante do seu tempo.

    4. Porque os portugueses têm memória curta e tendem a esquecer a história e votam uma e outra vez no pai tirano opressor …

    5. Overall_Round121 on

      Eu na escola aprendi o bom e o mau do Marquês de Pombal.

      Tanto na sua contribuição para a reestruturação de Lisboa como para as mortes e perseguições levadas a cabo pelo seu punho de ferro.

    6. Escafandrista on

      Devias andar distraído nas aulas de historia do 8ª ano. O Marquês tanto é apresentado como um reformador (reconstrução de Lisboa, reabilitação do vinho do Porto) como um despota no caso do processo dos Távora.

    7. AppealRegular3206 on

      O ensino nas escolas portuguesas é baseado em portugal ter sido um grande imperio às custas de tráfico humano, e não é so na disciplina de historia mas também em português. A cena é passado é passado, mas é não é etico ter orgulho desses atos atualmente

    8. Main-Preparation-570 on

      A História portuguesa está cheia de mitos e mentiras e como quem faz a História são os vencedores, o Marquês foi um pouco endeusado. Contudo quando Governou era muito polémico e vastos sectores da sociedade odiavam-no. É preciso dizer que no século XIX o Marquês encontrou muita simpatia entre os Liberais, e o mesmo sucedeu na República. Estamos a falar de regimes fortemente anticlericais, e com muita influência da Maçonaria. E existem indícios de que o Marquês foi Maçom. A própria ditadura também tinha a sua admiração pelo Marquês, tanto que lhe fizeram a estátua em Lisboa. Hoje em dia já temos análises mais sérias e isentas do Regime do Marquês, infelizmente não vêm em programas escolares e ficam um pouco restritas a alguns nichos. As políticas do Marquês foram desastrosas na Educação e na Economia. Uma das coisas boas que fez foi acabar com os Autos da Fé e com a discriminação dos cristãos-novos. Essa medida foi muito positiva. Mas não acabou com a Inquisição. 

    9. Nogleaminglight on

      Principalmente tendo em conta que ele é, em parte, culpado de parte dos „problemas“ do Portugal moderno: À uns séculos atrás o Brasil (já como colónia) tinha uma língua „de facto“ muito diferente da da metrópole. Essas duas línguas não eram mutualmente inteligíveis, logo o marquês de Pombal tornou ilegal falar essa língua na colónia (dificultava os negócios, e provavelmente sua própria existência num polo comercial tão importante seria uma afronta ao poder da metrópole), reduzindo drasticamente o número de pessoas que a falavam década pós década. Tendo em conta que a língua, como herança do passado colonial, é a primeira ligação entre dois países e a primeira ponte que alguém que queira emigrar vê… Se não fosse o marquês de pombal, provavelmente, hoje terias um verdadeiro „brasileiro“, e a vida de grande parte de nós seria um bocadinho mais difícil, ou com menos memes.

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