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14 Kommentare

  1. > Mortalidade nas estradas por milhão de habitantes em Portugal continua muito acima da média europeia. Governo promete tomar medidas e especialistas alertam: estratégia tem de ser abrangente.
    > Mortalidade nas estradas por milhão de habitantes em Portugal continua muito acima da média europeia. Governo promete tomar medidas e especialistas alertam: estratégia tem de ser abrangente.
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    >O contador no site do Observatório de Segurança Rodoviária é actualizado todos os dias: desde 1 de Janeiro até esta quinta-feira, 9 de Abril, morreram 137 pessoas nas estradas portuguesas e 602 ficaram gravemente feridas. Mas foram as 20 vítimas mortais em apenas uma semana – tornando esta Páscoa a mais mortífera nas estradas da última década – que levaram o Governo a prometer “medidas estratégicas”, que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, deve apresentar na próxima semana.
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    >Quem há muitos anos acompanha o tema da segurança rodoviária sublinha que nenhuma estratégia será eficaz se não actuar em várias frentes em simultâneo. “Não se pode só fazer medidas avulsas. Elas têm de ser articuladas e em vários eixos”, defende Ana Tomaz, antiga vice-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Uma parte do trabalho até já está feita, afirma, recordando que a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária foi concluída em 2022, já com dois anos de atraso, mas está desde então à espera da aprovação dos sucessivos ministros. O que faz com que Portugal seja “o único país da União Europeia que não tem uma estratégia aprovada”, lamenta, quando faltam menos de quatro anos para que tenha de entrar em vigor uma nova estratégia.
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    >Nesses documentos acompanhava-se a ambiciosa meta que a Comissão Europeia propôs de reduzir para metade as mortes rodoviárias entre 2020 e 2030 e de acabar totalmente com elas até 2050. Daí o nome Visão Zero, que é como também se chamam os protocolos que a ANSR tem vindo a assinar com várias entidades que gerem estradas: Brisa, Lusoponte, Infra-Estruturas de Portugal, entre outras.
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    >Percorrida quase metade da década, o país até registou melhorias, de acordo com um relatório da ANSR publicado no mês passado e relativo à sinistralidade de 2024. “Face a 2019, Portugal registou uma redução de 13,2% no número de vítimas mortais por milhão de habitantes (66,9)”, lê-se no documento. O problema é que esse valor (58,1 mortos por um milhão de habitantes em 2024) continuava bem acima da média europeia (45). E, há dois anos, houve 618 mortos – um valor idêntico ao registado dez anos antes.
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    >“Somos o sexto pior país da UE. Não podemos aceitar mortes na estrada. Se não aceitamos nos meios ferroviário e aéreo, porque aceitamos nas estradas?”, diz Ana Tomaz. “Com os acidentes não podemos acabar, mas podemos acabar com as suas consequências: mortos e feridos graves.”

    Artigo tem mais, mas é sob acesso pago.

  2. Sim, demorará anos. A educação caiu a pique e isso vê-se na estrada tbm.

    Mas o estado não quer mudar isto. As multas são diretas e dão receita, portanto os governos vão sempre investir é nisso, criar burros para lhes ir ao bolso.

  3. Maximuslex01 on

    É preciso haver fiscalização e fim desta sensação do vale tudo. O pessoal cumpridor farta-se de ser „otario“ e deixa de cumprir também eventualmente.

  4. Penso que há várias coisas em ter atenção

    Por um lado, não se pode exigir que todos tenham a mesma capacidade mental/sensorial para a condução, mas também vejo algumas pessoas a conduzir com medo, inclusivamente tenho visto mais gente a parar em rotunda para ceder passagem à quem entra (infelizmente pessoas notoriamente de maior idade).

    Há outras circunstâncias que posso referir. Algo que me salta à memória com frequência (pois foi uma alteração sublinhada quando eu tirei a carta) a extinção da famosa placa triangular, passível de ser contornada pela esquerda. Como o conceito foi extinto, mas a estrutura nas vias não, existe uma franca discrepância na percepção deste coisa que surge ainda em vários entroncamentos, por exemplo pessoal, no concelho de Mértola, trazendo-me frequentemente a dúvida de execução correcta e se procurei suficientemente o DdR por alguma revogação.

    Isto antes de qualquer avaliação de práticas inconscientes ou irresponsáveis, desde o condutor ao IMT/ANSR ou até Câmaras Municipais e concessionárias de vias de transportes.

  5. Não basta educação rodoviária. A educação social e o civismo tem de começar muito mais cedo.

  6. PedroMFLopes on

    Ficam os meus 2 cêntimos.

    Fiz uma viagem de rede expresso 300km cada lado e vi, condução agressiva por parte dos 2 condutores.

    Acelerações desadequadas para meio urbano, „cheirar“ cús em autoestrada.

    Ainda ontem, saida da A1 para a Vasco da gama, venho na minha faixa (mais à esquerda) para entrar para a Vasco (aqui https://www.google.com/maps/@38.7881663,-9.1123909,3a,75y,141.32h,87.36t/data=!3m7!1e1!3m5!1sczK16jTRu1LsYm-QdvEElw!2e0!6shttps:%2F%2Fstreetviewpixels-pa.googleapis.com%2Fv1%2Fthumbnail%3Fcb_client%3Dmaps_sv.tactile%26w%3D900%26h%3D600%26pitch%3D2.6436044769943976%26panoid%3DczK16jTRu1LsYm-QdvEElw%26yaw%3D141.3200775770843!7i16384!8i8192?entry=ttu&g_ep=EgoyMDI2MDQwOC4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D) e vêm um rede expresso a dar sinais de luz, qd ele foi depois para a zona do oriente!! Porquê……

    E isto é gente que é paga para andar a conduzir!!

    Um bom passo seria, instalar câmeras em todos os veículos pesados, e não apenas para controlar o veiculo para todos os outros na estrada, sendo depois feito o upload para bases de dados da PSP e depois analisado via IA, e correção por humanos e tomadas as devidas medidas.

  7. Falta fiscalização. Não se fiscaliza comportamentos agressivos, não se fiscaliza condução errada. Não se tira pontos onde deve ser.

    Resultado quando se vê policia abranda-se porque é a única coisa que os portugueses sabem que dá multa.

    Entrar em contra mão numa curva em nacional é mato, ultrapassar com veículos em sentido contrário é mato.

    Forçar veículos para fora da estrada porque se tem menos amor a vida igualmente comum.

    Tudo são atitudes que deviam ser fiscalizadas mas não são.

    Educação de nada serve se for provado que não é fiscalizada.

    É o teste do carrinho de supermercado, todos sabem que devem ser arrumados e no entanto quando não há incentivos ou penalizações para o fazer há sempre otários a deixar fora do sítio, as nossas estradas são exemplos disso, quando não há consequências a consciência também não é chamada a intervir.

  8. Nos últimos 20 anos tivemos dezenas de medidas implementadas para reduzir a sinistralidade. As multas foram aumentadas diversas vezes…

    A unica medida com resultados positivos provados é a correcção de estradas e pontos negros mal desenhados. Tudo o resto nao tem resultados e nao passa de propaganda.

  9. VicenteOlisipo on

    Educação schmucação. O ser humano reage aos estímulos e incentivos apresentados. Enquanto as ruas continuarem a ser desenhadas como auto-estradas urbanas, enquanto a fiscalização for inexistente, enquanto o carro for religião, podem dar as aulas que quiserem que pouco vai mudar.

  10. Por mim era dashcam obrigatória, ligada a um servidor gerido pelo estado. Onde se alguém fosse apanhado a ter comportamentos ilegais na estrada por uma dashcam era logo multado automaticamente

    Infelizmente o condutor português médio só aprende assim.

  11. „Educação“ e „campanha de sensibilização“ são os termos favoritos dos nossos políticos. Porque implica não fazer um caralho de facto, e empurrar as responsabilidades para algo vago e difuso. Dizer essencialmente: „pois, os portugueses é que conduzem mal, o que é que a gente há-de fazer, não podemos fazer mais nada…“

    Agora coisas que realmente funcionam? Radares de velocidade média nas vias rápidas e autoestradas? Acalmia de tráfego em meios urbanos e residênciais? Fiscalização automática do estacionamento? Alternativas viáveis a andar de carro? Ah não isso tá lá quieto.

  12. Apropriada a foto do metro de Almada, que a cada 10 acidentes com veículos, 8 são porque o pessoal vira sem olhar para cima da linha em sítios onde não pode, para não ter de ir 100m a frente contornar a rotunda.

  13. Discordo. 

    No essencial toda a gente conhece o código da estrada.

    Haverá alguém que não saiba o que é um limite de velocidade, que não pode andar ao telemóvel enquanto conduz, que não pode passar com o semáforo vermelho, etc…?

    Não há.

    Lamento mas o que falta é mais repressão.

    Quando alguns começarem a ficar efectivamente sem a carta a coisa melhora para todos.

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