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    4 Kommentare

    1. Nunca entendi porque a outra fábrica da Embraer foi para Évora em vez de Beja, disseram-me na altura que foi pelo peso do PS/Évora, o Zorrinho, no tempo do Sócrates.
      Teria feito muito mais sentido ir construindo um cluster aeronáutico em Beja, mudar para lá parte da manutenção da TAP, OGMA, etc, e assim lentamente e com substância em vez de ilusões, aproveitando o investimento que se fez na renovação do aeroporto.

      Umas coisas depois começam a atrair outras, e é assim que se fazem, em vez da ideia idiota e utópica que companhias aéreas passariam a voar para Beja em vez de Lisboa ou assim.

      Em 2022 quando fechou a VEM no Brasil a TAP quis atrair técnicos brasileiros muito qualificados para cá, mas salários desinteressantes em Portugal e elevado custo de vida (habitação) em Lisboa poucos atraíram. E desde aí as coisas só pioraram. Talvez se 10/20 anos antes tivessem criado uma unidade de manutenção em Beja, pudesse ter corrido melhor.

      Beja tem potencial a nível aeronáutico mas do tipo industrial, fabrico, manutenção, storage, recycling/scraping, etc, etc. Algo tipo Teruel em Espanha ou Tarbes-Lourdes no sul de França. Ou uma mini-Toulouse (que tem um gigantesco complexo aeroindustrial) mas aí já sou eu a ser utópico num país tão centralista.
      Beja é das regiões mais secas do país, senão mesmo a mais seca. E pouca humidade é óptimo por ex. para aviões que ficam parqueados muito tempo, seja apenas para storage, ou manutenção, reciclagem, etc.

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