
Ich habe die folgende Rhetorik in der Presse/in den sozialen Medien gehört (vereinfachte Zusammenfassung):
"Streiks gibt es immer, es kommt nur bei rechten Regierungen vor, sie haben wenig Relevanz, es gibt noch keinen Gesetzesvorschlag"
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Der von UGT und CGTP gemeinsam ausgerufene Generalstreik ist erst der vierte.
Im Jahr 2010 gab es einen, die PS war an der Regierung. Sogar der Vizepräsident der PSD stimmte für den Streik.
Es kam immer vor, dass Arbeitnehmerrechte verteidigt wurden, wenn es Änderungen im Arbeitsrecht gab. Die Rechte, die wir haben, sind neu und werden, wie wir sehen, nicht garantiert.
Die Zeit, Einfluss auf das Gesetz zu nehmen, ist jetzt, bevor es das Parlament erreicht. Danach wird die PSD die Stimme von Chega haben, um es zu genehmigen.
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Von One_Coffee9498
6 Kommentare
Como puseste no título, é retórica. É mais fácil cavalgar a narrativa de diabolização dos sindicatos e das greves do que reconhecer que geralmente as greves acontecem com partidos da direita no governo porque sao esses que geralmente dão machadadas na legislação laboral em prejuízo dos trabalhadores.
Seria o mesmo que dizer que se devem desconsiderar as queixas de violencia doméstica porque só as mulheres é que se queixam de violência doméstica: é normal, sendo que são geralmente eles as vítimas.
Se isto passar, nós ainda não recuperamos os direitos pré-troika (e provavelmente nunca vamos recuperar) e já estamos a levar outra. Nem que voltemos a ter mais 8 ou 10 anos de governos de centro-esquerda ou de esquerda, se tivermos governos de direita deste tipo durante 2 ou 3 anos a cada década chega para o retrocesso ser maior que o progresso.
Mas o povo come esta conversa de perseguição e vitimização do PM e portanto vamos ter o que merecemos. No fim desta legislatura vamos ver as críticas e se os ricos não estão de facto cada vez mais ricos
Vai ser giro ver o Chega e o PSD a aprovar esta treta, enquanto a maior parte das pessoas vê os seus direitos e a sua proteção laboral a voar…
Mas a culpa é dos imigrantes, não olham para o que estamos a fazer
Um dos motivos de crescimento da direita foi o esvaziamento do movimento sindical e a redução, também por influência da CS, das exigências a birras.
Greve „geral“ (na função pública)
Amigo, os teus factos quase que estão correctos…greves gerais foram 10, após 1974 e, depois de 2010 foram 4.
[https://sapo.pt/artigo/greve-geral-o-direito-recuperado-pos-25-de-abril-que-promete-parar-o-pais-pela-11-vez-691384e386be8038180f7232](https://sapo.pt/artigo/greve-geral-o-direito-recuperado-pos-25-de-abril-que-promete-parar-o-pais-pela-11-vez-691384e386be8038180f7232)
E, em 2010, houve greve geral porque já antecipavam que viria o pedido de resgate. Após os vários pacotes de ajustamento apresentados pelo Sócrates.
Os sindicatos não defendem os trabalhadores. Os sindicatos defendem os seus próprios interesses, e enquanto políticos, defendem antes de mais os seus interesses políticos.
Vejam quais os jornais que mais defendem a retórica dos sindicatos, vejam a quem pertence o jornal público. A uma empresa que paga óptimos salários aos seus trabalhadores? Uma empresa que é um exemplo de entidade patronal?
A quem interessa uma política laboral que é tão complexa que nem a ACT se entende? Há quanto tempo não existe uma greve na empresa que detém o jornal público?
Desde que a geringonça foi para o poder que os CCTs servem antes de mais como instrumentos anticoncorrenciais para dar vantagem às maiores empresas. São os trabalhadores que estão a ganhar com isso? Tem a certeza?
Falta de concorrência não é boa para ninguém – nem para o consumidor que não consegue o produto mais barato na empresa do lado, nem para o trabalhador que não pode ameaçar que vai trabalhar para a empresa do lado para conseguir um melhor salário. Por isso a quem interessa regras anticoncorrenciais e porque é que os sindicatos alinham com o jogo?