
In den Regionen mit dem stärksten Anstieg der Bautätigkeit steigen die Immobilienpreise am stärksten
https://www.publico.pt/2025/10/27/economia/noticia/regioes-maior-aumento-construcao-sao-onde-precos-casas-sobem-2152170?ref=hp&cx=manchete_2_destaques_0
Von Castro_Laboreiro
11 Kommentare
os liberais garantiram que ia baixar.. é preciso mais contrução /s ai é que vai baixar
Quem diria que casas novas custavam mais que casas velhas. Por esta não esperava
Ou regiões com maior procura e onde os preços mais sobem são mais atrativas para construtores?
Até porque a capacidade de construção está no limite. Portanto é alocar os meios onde dá mais proveito.
https://sapo.pt/artigo/faltam-ate-200-mil-casas-em-portugal-mas-capacidade-construtiva-esta-no-limite-alertam-especialistas-68f7854b7c93b3d3ca2f5b08
Vamos usar o senso comum – claro que construção nova custa mais, e ainda temos um mercado com bastante mais procura que oferta. Temos que continuar a construir!
Mas, mas os liberais andavam a apregoar que era preciso mais construções para fazer com que o preço baixasse porque ia haver mais oferta e tal. Quem diria que o mercado, afinal, não se auto-regula.
Também podiam ter usado como título „Regiões onde existe maior procura por casas é onde existe mais construção.“ ou „Regiões onde casas são mais caras é onde existe mais construção.“ e desta forma tinham um título em que a causalidade era apresentada de forma correta em vez de se estar a implicar o oposto para conseguir mais clickes.
Tira-se deste título que a solução é parar de construir. /s
Correlação não implica causalidade.
>Regiões com maior aumento da construção são onde os preços das casas mais sobem
Investigadores do sector da habitação defendem o aumento substancial do parque público e a regulação do mercado habitacional e do turismo, pela via fiscal e através da proibição de casas vazias.
Gostava sinceramente de saber para quem estes „investigadores“ trabalham e ler o CV deles. É que regurgitarem a palavra „investigador“, só por si, não é o suficiente para fundamentar uma teoria. Principalmente quando há toneladas de estudos que mostram que esse tipo de medida tem um historial desastroso.
Mas, algo me diz que algures nesta notícia está escondida uma falácia qualquer. Vou ler o resto.
>Entre 2019 e 2024, o número de fogos construídos em Portugal aumentou 95%, num e noutro ano, mas a variação do preço médio de vendas das casas não abrandou. Pelo contrário, teve uma aceleração de 62,4%
Pronto, aqui está. A teoria não é que com maior oferta o preço baixa, mas sim que com oferta suficiente o preço baixa. Por exemplo:
Imaginemos que temos 100 garrafas de álcool para 100 mil interessados em garrafas de álcool. Antes tínhamos 100 para aí 90 interessados, e o preço era 90 cêntimos. Como há muitos mais interessados agora, e a oferta é escassa, o preço subiu para 20 euros por garrafa. Vimos algo semelhante durante o COVID.
Se amanhã passarmos a ter 120 garrafas para 100 mil pessoas, a escassez continua a ser extrema. É um aumento de 20%, que parece ser muito, mas na realidade a situação mantêm-se praticamente idêntica.
O mesmo se passa com a habitação. Se temos aí 10x menos construção do que há uns 20 anos e significativamente mais procura, não é porque a construção aumenta 10% que o padrão de aumento dos preços das casas é invertido. A escassez continua a mesma.
A notícia também não leva em conta o aumento da procura. Contam o aumento da construção, mas não contam o aumento da procura.
Também não analisam o tipo de procura. Quem é que procura, e quanto está disposto a pagar? As casas custam X porque conseguem ser vendidas por X. Não será uma variável também importante?
Acham que 100% de aumento é muito? Não é. Se há 20 anos construías 20 mil casas numa localidade (exemplo), depois em 2024 constróis apenas 500 casas, e em 2025 constróis 1000, isso é um aumento de 100%, mas continuam a ser valores absurdamente baixos e uma melhoria com pouco ou nenhum impacto no mercado.
É por merdas destas que raramente vejo as notícias. Os jornais deixaram de ser meios de informação, mas sim meios de doutrinação ideológica por via da manipulação estatística.
Vejam bem, tentar refutar uma teoria económica extremamente sólida, que é da oferta e procura, com um texto de merda destes. Parece que não têm qualquer respeito pelo leitor. Parece que acreditam que estão a escrever para acéfalos
>onde não existe um nível de procura que possa explicar que comprar uma casa em Figueira de Castelo Rodrigo seja hoje 56% mais caro do que há cinco anos
Este shade a Figueira de Castelo Rodrigo!
O problema nesta situação são os dois extremos: há um lado que acha que isto só vai lá construindo, outro que só vai lá com regulamentação em cima, quando é preciso um pouco dos dois.
Aumentem-se (a sério) os impostos sobre uso não habitacional das casas; facilite-se a construção de habitação (quer pelo setor privado, quer pelo Estado).
É preciso aumentar o parque público? O Estado que faça expropriações de prédios devolutos e os use para construir habitação pública.
É preciso atacar dos dois lados da moeda. Mas atacar do lado da oferta custa muito mais dinheiro. E baixar os preços em geral não convém muito, num país onde 60% das pessoas vivem em habitação própria e não têm interesse na redução dos preços.
Correlação não implica causalidade, mas é um indicador interessante para se aprofundar.
Estou chocado /s