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    1 Kommentar

    1. > Edifício de 1956‐1958, por Amâncio d’Alpoim Miranda Guedes (Pancho Guedes, 1925) localiza‐se numa área residencial dos anos 1950 (no gaveto da Rua Heróis de Nevala/Nkrumah com a Rua Princesa Patrícia/Salvador Allende). Com distribuição nas traseiras por escadas e galerias, contém estacionamento no rés‐do‐chão assente em pilotis, seis apartamentos nos pisos intermédios e habitações recuadas para os empregados domésticos no piso superior, num sistema composicional filiado na arquitetura do Movimento Moderno.

      > A forma do edifício resulta da deformação orgânica do corte transversal, da sua projeção escultural nas empenas de topo e da sua repetição numa sequência de planos estruturais, unificados por elementos longitudinais – varandas, coberturas, painéis policromos do piso superior. Inclui‐se nas obras projetadas no chamado „Stiloguedes“, estilo arquitetónico influenciado por Picasso e Miró, a mais idiossincrática das linguagens poéticas de Pancho Guedes. Representa uma das mais conseguidas obras deste autor na cidade, com desenho policromo e curvilíneo, entre Gaudi e a escultura africana. Sobre os espessos pilares, de intensa expressividade plástica, no suporte térreo, estão as movimentadas „caixas volumétricas“ e as respectivas fachadas, rematadas com a cimalha escultórica dos graciosos „pentes“ africanos.

      [Fonte](https://hpip.org/pt/heritage/original/116)

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