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    6 Kommentare

    1. 2dedosdetesta on

      Dito por alguém que lidera um partido com décadas de prática de dirigismo ideológico — só que embrulhado num discurso de “liberdade” e “neutralidade”. A ideia de um Estado sem ideologia soa bem, mas raramente é mais do que retórica.

      E não, os do Chega não seriam melhores: é só mais do mesmo, mas gritado mais alto. Idealismos disfarçados de soluções simples, moralismos agressivos e receitas populistas para problemas complexos. No fundo, o Estado continuaria a ser usado como extensão da ideologia de quem grita mais alto — seja qual for o lado.

    2. Não acredito numa só palavra que este Homem diz. O PS introduziu ideologia de género nos manuais da pré-escola, e o governo do Passos Coelho continuou o programa, juntamente com a Comissão Para a Igualdade de Género, que ao que consta agora entretém-se também a denunciar criminalmente pessoas porque num tweet chamaram um palavrão às Mulheres? É uma comissão financiada pelo Estado, certo? E entretém-se a perseguir bocas foleiras no twitter? É para isto que os nossos órgãos governamentais servem? Perseguir o cidadão comum porque se expressou livremente? Vamos começar a tentar prender toda a gente que diz algo estúpido? É mesma essa a sociedade que queremos ser?

      Não. O PSD não vai mudar nada. Os dirigismos ideológicos continuarão lá. Os dirigismos ideológicos determinam que, tal como o Reino Unido e tal como a Alemanha, seremos um país que persegue opiniões negativas sobre determinados grupos de pessoas, e só uma parte da população pode ser criticada. Liberdade de expressão apenas para uns. Somos uma sociedade em que existem lordes. Lordes não podem ser criticados.

      Os EUA podem ter muitos problemas, mas há uma coisa que adoro: Ver um pundit ou um jornalista a falar mal de tudo o que lhe apetecer sem que o Estado o tente prender. Eu às vezes estou a ver merdas americanas e fico maravilhado com tudo o que eles podem dizer. Tu serias condenado se dissesses o mesmo cá. E em Inglaterra levarias com uns bons anos de prisão em cima.

    3. Estado sem “dirigismo ideologico” para este senhor traduz-se num Estado dirigista neoliberal.

    4. Adorava ver o Montenegro a tentar explicar o que é „ideologia“, e como ele e o seu governo não tem uma.

      edit: de lembrar que isto é praticamente o mesmo governo cujo primeiro ato foi *reverter um logotipo* que já estava em uso há meses; ia ser giro ver aquela cabeça às voltas para justificar como essa decisão nada teve de ideológico

    5. Vamos criar cenários de um estado sem ideologia:

      – O Estado não é a favor, nem contra, a existência de impostos como forma de contribuir para que os cidadãos acedam a serviços públicos.

      – O Estado não toma partido sobre a existência de feriados nacionais, nem quais eles devem ser.

      – O Estado não é a favor nem contra a existência de multas por excesso de velocidade.

      – O Estado não é a favor nem contra a obrigatoriedade do uso de cintos de segurança .

      – O Estado não apoia nem rejeita a existência de semáforos para controlar o trânsito nas cidades.

      – O Estado não é a favor nem contra a existência de parques infantis em espaços públicos.

      – O Estado não apoia, nem rejeita, o uso de dinheiro público para a recolha de lixo reciclado.

      – Estado não tem opinião sobre a cor das faixas nas passadeiras para peões ou de elas devem existir.

      – O Estado não se posiciona a favor ou contra a venda de gelados na praia.

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