> Antigamente, a esquerda estava bastante bem implantada entre os operários. Hoje, já não é esta exactamente a realidade. Há menos operários e há menos esquerda.
> **Duvido que todos os maquinistas sejam de esquerda ou votem necessariamente à esquerda.** Mas quando hoje Montenegro disse que era “preciso pôr cobro” aos problemas causados pela greve dos maquinistas estava a querer usar uma luta laboral para tentar captar o voto de todos aqueles que se viram prejudicados de chegar aos locais de trabalho pela greve da CP.
> É verdade que **é incompreensível a decisão do tribunal arbitral de não fixar serviços mínimos**. No entanto, quando Luís Montenegro faz aquele discurso populista do “francamente, nós um dia vamos ter que pôr cobro a isto” sabe exactamente o que quer. Não é pôr em causa o direito à greve – como, aliás, explicitou – mas dar a entender que vai estar ao lado dos trabalhadores que sofrem com as greves e não ao lado dos que usam (ou abusam, como disse) do direito à greve.
> “Os efeitos da greve não podem ser de tal maneira desproporcionais que todos os outros cidadãos têm uma compressão dos seus direitos”. Ora, na base do direito à greve está a “compressão” dos direitos dos outros cidadãos e é por isso que as Forças Armadas não podem fazer greve, nem os governos – tirando o célebre governo dirigido pelo almirante Pinheiro de Azevedo, que sucedeu a Vasco Gonçalves e decidiu suspender as actividades em 1975.
> Se um governo de gestão não pode recorrer à requisição civil, como disse Montenegro, está errado e a lei deveria ser mudada. Esse impedimento pode pôr em causa a segurança das populações. Agora, o objectivo eleitoral de Luís Montenegro foi bastante básico: **pôr pobres contra pobres**, um clássico da política. “Há que ponderar todos os interesses que têm que ser assegurados por parte dos poderes públicos e por parte de quem exerce este tipo de funções”. Mas isso já está na lei da greve.
> **Quando a administração da CP fez um acordo** com os maquinistas para aumentos salariais**, a 24 de Abril, agiu sem o conhecimento do ministro da tutela?** É que o argumento de que um governo de gestão não pode processar os aumentos não faz sentido. A menos que a administração da CP tenha decidido à revelia do Governo aumentar os maquinistas e depois não teve ordens para processar os salários, a péssima gestão desta greve é culpa do Governo.
Edit: destaques.
saciopalo on
mas por que raio havia ele de ter puder em fazer campanha? faz ele todos os outros nesta altura. Seja com o Papa, com o apagão, com invasões de marcianos.
besmarques on
Vão haver muitos que um dia quando tiverem vergados vão perceber que foram eles os verdadeiros culpados de estarem vergados.
Os ataques aos direitos sucedem-se. Foi o luto do 25 de abril, foi a festa do catarolar do 1 de Maio, é o ataque aos direitos das greves.
Depois chorem quando se virem sem ferramentas legais para combater as precariedades e as injusti;cas laborais.
pc0999 on
Não sei se já repararam, mas transparência ou seriedade não são propriamente pontos fortes do Montenegro…
ngfsmg on
Mas qual é o problema de fazer campanha com este assunto? Uma coisa é discordarem com o conteúdo específico que ele disse, mas se um candidato da oposição dissesse algo como „estas greves provam o falhanço do governo“ também seria inadmissível usá-lo para fazer campanha?
MasterBorealis on
Acho graça que para estes meninos que defendem a greve, a palavra „trabalhadores“, não inclui mais ninguém, nem mesmo os que estão há três dias a sair de casa às 4 e meia da manhã para irem do Barreiro, trabalhar em Sintra, porque se não forem são DESPEDIDOS, e o ordenado mínimo que recebem, não chega para terem carro.
Há 40 anos que é esta pouca vergonha.
NepentheZnumber1fan on
Username de 2 palavras, um traço e 4 números.
Não falha
É igual em mais de metade dos posts anti-Psd, o desespero é hilariante
fpereira20 on
Uma greve que comprova o falhanço do Luís avenças enquanto governo! E pior, desbaratou o dinheiro que tinha e agora não houve dinheiro para a CP e como não percebe nada de estado, nem ele nem os seus ministros, esqueceram-se de garantir serviços mínimos! Este governo é uma comédia, conseguem estar ao nível do governo de Santana lopes! Deve ser por isso que ele aparece quase todos os dias, sente algo parecido com o dele heheheh
YellowAggravating172 on
Tenho uma proposta.
Há quantos sindicatos? Uns 20?
Amarre-se todos os que os lideram a uns carris, a intervalos de 50 metros cada um. Depois, arranje-se um comboio e, em marcha lenta, vai-se avançando por ali fora.
A cada um que seja transformado em compota de morango, trava-se e pergunta-se aos outros: „Então, vão parar com esta brincadeira ou quê?“.
Se a resposta for afirmativa, acaba-se esta palhaçada.
Se a resposta for negativa, prossegue-se. (De qualquer forma, têm tantos líderes sindicais, que mal darão pela falta de meia-dúzia, se for preciso).
(/j, só para o infiltrado da PJ que já esteja a erguer o sobrolho).
ForsakeNtw on
Autoria da Notícia: Ana Sá Lopes.
Está tudo explicado.
killedbill88 on
Sim, porque a greve em si não fez parte da campanha também…
Primary-Gas-3251 on
Então porque é que eles fizeram greve durante re a campanha? Tinham 350 dias do ano para a fazerem. Puseram se a jeito. Sempre a prejudicaram os pobres que precisam do comboio para irem trabalhar. Espero que aquela empresa seja liquidada e o mercado ferroviário liberalizado para bem dos utentes.
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> Antigamente, a esquerda estava bastante bem implantada entre os operários. Hoje, já não é esta exactamente a realidade. Há menos operários e há menos esquerda.
> **Duvido que todos os maquinistas sejam de esquerda ou votem necessariamente à esquerda.** Mas quando hoje Montenegro disse que era “preciso pôr cobro” aos problemas causados pela greve dos maquinistas estava a querer usar uma luta laboral para tentar captar o voto de todos aqueles que se viram prejudicados de chegar aos locais de trabalho pela greve da CP.
> É verdade que **é incompreensível a decisão do tribunal arbitral de não fixar serviços mínimos**. No entanto, quando Luís Montenegro faz aquele discurso populista do “francamente, nós um dia vamos ter que pôr cobro a isto” sabe exactamente o que quer. Não é pôr em causa o direito à greve – como, aliás, explicitou – mas dar a entender que vai estar ao lado dos trabalhadores que sofrem com as greves e não ao lado dos que usam (ou abusam, como disse) do direito à greve.
> “Os efeitos da greve não podem ser de tal maneira desproporcionais que todos os outros cidadãos têm uma compressão dos seus direitos”. Ora, na base do direito à greve está a “compressão” dos direitos dos outros cidadãos e é por isso que as Forças Armadas não podem fazer greve, nem os governos – tirando o célebre governo dirigido pelo almirante Pinheiro de Azevedo, que sucedeu a Vasco Gonçalves e decidiu suspender as actividades em 1975.
> Se um governo de gestão não pode recorrer à requisição civil, como disse Montenegro, está errado e a lei deveria ser mudada. Esse impedimento pode pôr em causa a segurança das populações. Agora, o objectivo eleitoral de Luís Montenegro foi bastante básico: **pôr pobres contra pobres**, um clássico da política. “Há que ponderar todos os interesses que têm que ser assegurados por parte dos poderes públicos e por parte de quem exerce este tipo de funções”. Mas isso já está na lei da greve.
> **Quando a administração da CP fez um acordo** com os maquinistas para aumentos salariais**, a 24 de Abril, agiu sem o conhecimento do ministro da tutela?** É que o argumento de que um governo de gestão não pode processar os aumentos não faz sentido. A menos que a administração da CP tenha decidido à revelia do Governo aumentar os maquinistas e depois não teve ordens para processar os salários, a péssima gestão desta greve é culpa do Governo.
Edit: destaques.
mas por que raio havia ele de ter puder em fazer campanha? faz ele todos os outros nesta altura. Seja com o Papa, com o apagão, com invasões de marcianos.
Vão haver muitos que um dia quando tiverem vergados vão perceber que foram eles os verdadeiros culpados de estarem vergados.
Os ataques aos direitos sucedem-se. Foi o luto do 25 de abril, foi a festa do catarolar do 1 de Maio, é o ataque aos direitos das greves.
Depois chorem quando se virem sem ferramentas legais para combater as precariedades e as injusti;cas laborais.
Não sei se já repararam, mas transparência ou seriedade não são propriamente pontos fortes do Montenegro…
Mas qual é o problema de fazer campanha com este assunto? Uma coisa é discordarem com o conteúdo específico que ele disse, mas se um candidato da oposição dissesse algo como „estas greves provam o falhanço do governo“ também seria inadmissível usá-lo para fazer campanha?
Acho graça que para estes meninos que defendem a greve, a palavra „trabalhadores“, não inclui mais ninguém, nem mesmo os que estão há três dias a sair de casa às 4 e meia da manhã para irem do Barreiro, trabalhar em Sintra, porque se não forem são DESPEDIDOS, e o ordenado mínimo que recebem, não chega para terem carro.
Há 40 anos que é esta pouca vergonha.
Username de 2 palavras, um traço e 4 números.
Não falha
É igual em mais de metade dos posts anti-Psd, o desespero é hilariante
Uma greve que comprova o falhanço do Luís avenças enquanto governo! E pior, desbaratou o dinheiro que tinha e agora não houve dinheiro para a CP e como não percebe nada de estado, nem ele nem os seus ministros, esqueceram-se de garantir serviços mínimos! Este governo é uma comédia, conseguem estar ao nível do governo de Santana lopes! Deve ser por isso que ele aparece quase todos os dias, sente algo parecido com o dele heheheh
Tenho uma proposta.
Há quantos sindicatos? Uns 20?
Amarre-se todos os que os lideram a uns carris, a intervalos de 50 metros cada um. Depois, arranje-se um comboio e, em marcha lenta, vai-se avançando por ali fora.
A cada um que seja transformado em compota de morango, trava-se e pergunta-se aos outros: „Então, vão parar com esta brincadeira ou quê?“.
Se a resposta for afirmativa, acaba-se esta palhaçada.
Se a resposta for negativa, prossegue-se. (De qualquer forma, têm tantos líderes sindicais, que mal darão pela falta de meia-dúzia, se for preciso).
(/j, só para o infiltrado da PJ que já esteja a erguer o sobrolho).
Autoria da Notícia: Ana Sá Lopes.
Está tudo explicado.
Sim, porque a greve em si não fez parte da campanha também…
Então porque é que eles fizeram greve durante re a campanha? Tinham 350 dias do ano para a fazerem. Puseram se a jeito. Sempre a prejudicaram os pobres que precisam do comboio para irem trabalhar. Espero que aquela empresa seja liquidada e o mercado ferroviário liberalizado para bem dos utentes.