„Es gibt Leute, die anscheinend das Baby geboren haben“: Wie Stigma bestehen, wenn Männer die elterlichen Rechte genießen

    https://expresso.pt/sociedade/2025-04-04-ha-gajos-que-parece-que-foram-eles-que-pariram-o-bebe-como-o-estigma-persiste-quando-os-homens-gozam-direitos-parentais-a83792c8

    Von KhaosSama

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    17 Kommentare

    1. GallowBoyJack on

      Infelizmente tem Paywall, no entanto quero partilhar uma opinião sociológica:

      Vê-se na política e em muita ciência leiga a ideia de que a mulher é inerentemente (o que pressupõe causa biológica) mais ternurenta e „apta“ para a função parental. Isto é algo que é válido, possível.

      Porém, entre os entraves económicos que a figura parental masculina tende a ter (maior expectative de ser o provedor), os estigmas sociais com homens (vários artigos sobre preconceito contra homens em educação primária, pais e docentes) e a geral falta de figuras masculinas em educação, não é de espantar que os putos se radicalizem.

      Este vácuo de figura masculina e de referências paternais é o que abre caminho para a infiltração silenciosa de outras figuras na vida dos miúdos. Sejam eles amigos, influencers, celebridades, etc. Apesar de antigamente o homem não ter um papel mais activo, este vácuo era mais dificilmente preenchido por falta de redes sociais.

      Isto não é só uma questão moral, é científico, é social, e não se devia deixar passar comentários que menosprezem o papel do homem enquanto pai; nem se deveria aceitar má ciência sobre a „natureza humana“ do homem enquanto cuidador.

      O único facto aqui são os entraves à consumação dos pais quanto aos seus direitos de serem pais.

    2. O artigo tem paywall seria interessante ao criar o post transcrever o artigo na totalidade ou com os pontos mais relevantes.

    3. Estou de licença como pai e algo que ouvi foi „no meu tempo não havia nada disto“, e ainda estava nos 21 dias obrigatórios.

      Uma forma de eliminar o desvaforecimento das mulheres nas contratações de empresas devido às licenças, é tornar as licenças para as mães e os pais iguais, assim não correm nenhum risco maior ao contratarem uma mulher.

    4. Sad-Investigator-991 on

      „Pó de Arroz
      Tens hoje só pra mim
      Pós de perlimpimpim
      És um arroz doce sim“

    5. Fun_Leave4327 on

      Já várias me perguntaram se o meu miúdo não tinha mãe porque fico com ele uma boa parte do dia, e ando com ele pelas ruas do lugar… 
      Não tenho dados, mas penso que se fosse um miúdo com uma mulher já ninguém perguntava o mesmo

    6. VicenteOlisipo on

      Os meus chefes riram-se quando lhes disse que ia tirar os dias obrigatórios. Tirei na mesma, obviamente.

    7. Nexus_produces on

      E eu preocupado com o estigma, não só tirei a licença „normal“ como tirei mais 2 meses de licença partilhada. O trabalho é importante mas é só trabalho, se deixo passar este tempo crucial no desenvolvimento do bebé nunca mais o volto a ter.
      Se o patrão não gostar temos pena, eu tb não gosto de muita coisa no meu emprego e dou o litro à mesma. Se forem colegas a mandarem boquitas levam logo respostas menos agradáveis e para a próxima não se metem lol

    8. As licenças e afins deviam ser legalmemte obrigatórias com pessadas multas para a empresa em caso de incuprimento, já se garantiam direitos e acabavam parte destes problemas.

      (e claro aumentar a fiscalização)

    9. 404NameOfUser on

      Mas custa assim tanto entender que a licença parental serve para tanto ajudar esposa/companheira nas tarefas que são fundamentais quando se tem um recém nascido, como também os próprios pais poderem usufruir desse momento de ligação emocional ao seu novo rebento?

      De facto Portugal em termos de mentalidade geral, ou mentalidade de grupo está demasiado atrasado e na minha opinião é um dos fatores para o atraso do país.

      E depois vão os palhaços do parlamento para as tv’s falar de emigração e da mudança de paradigma no que toca à população Portuguesa, etc, etc. Quer dizer, não se dá condições aos Portugueses que querem ter filhos. E o que é os Portugueses fazem? Acabam por não ter filhos.

      Chega um casal de emigrantes que no país de origem está habituado a viver em miséria, e onde os pais criam autenticas equipas de futebol muitas vezes com fome, doenças e outras coisas que tal à mistura. E encaram com a realidade Portuguesa que comparada com a de onde vêm é um paraíso, claro que vão ter filhos mesmo sacrificando muito mas comparado com o que aconteceria no país deles o sacrifício não é nada.

      No fundo é um pouco do que acontecia em Portugal há 50, 60 ou 70 anos. Muitos filhos, muitos irmãos, mas também muita fome, muita miséria. E quem cresceu como eu a ouvir essas estórias dos avós e dos pais, com toda a certeza não se quer sujeitar a tal nem muito menos sujeitar crianças a isso.

      Tudo isto para dizer que ou as mentalidade mudam, ou dificilmente se reverte o declínio populacional em Portugal sem o auxilio dos emigrantes.

    10. Quando fui pai do primeiro fiquei o primeiro mês obrigatório todo seguido mais a semana opcional. No fim dos cinco meses da mãe tirei eu o 6o mês.

      Com a mais nova, tirei novamente o primeiro mês obrigatório mais a semana opcional. Por escolha nossa não tirei o 6o mês para a mãe não ir trabalhar. Ela vai agora tirar três meses de licença alargada e depois vou eu tirar mais três.

      E chato no trabalho esse tempo todo fora? Sim. Podem fazem alguma coisa contra? Não 🤷‍♂️

    11. Poppiesinthefied on

      Ha muita coisa mal nas nossas licenças parentais:

      1.o So os 21 dias obrigatórios são em conjunto – a partir daí a mulher que se desenrasque sozinha com um bebé de colo.
      2.o a licença é curta. No maximo so ficas com a criança em casa ate ao 1o ano de vida.
      3.o a remuneração a partir do 6o mês é fraquinha.

      Eu tirei 5 meses de licença, sendo homem, para estar com o meu filho. Foi espetacular. Tenho fotos magnificas nossas na praia a passear. Vou sempre olhar para trás e dizer que foram maravilhosos meses. Que se lixe o trabalho.

    12. Mdiasrodrigu on

      Eu estou a andar no Shopping agora mesmo com o meu filho de 9 meses ao colo. Há quem olhe para mim como se fosse um super herói. Se for a minha companheira acham o mesmo?

    13. Primary-State-5929 on

      A empresa onde eu trabalhava tentou imiscuir-se nas minhas decisões relativamente à família aquando do nascimento do meu filho. Não só fiz valer os meus direitos como ainda pouco tempo depois apresentei a minha demissão e segui caminho.

    14. Foi na Alemanha e foi durante a pandemia mas eu, pai, tirei 7 meses de licença a seguir à minha esposa.

      Tenho noção do privilégio que foi mas recomendo vivamente a quem puder e passei a ficar com a opinião que a ligação que tento se fala de entre mãe e filho está muito ligada a este tempo que passam juntos.

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