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    1. >A autarquia anunciou hoje a revisão do Plano Diretor Municipal do concelho que abrange zonas como a Comporta, Carvalhal e Melides, para onde estão projetados empreendimentos com 20 mil camas.

      >A Câmara Municipal de Grândola anunciou que pretende “reduzir em cerca de 40% o número de camas turísticas (as projetadas e programadas por executar), o equivalente a 7.100 camas, limitar o surgimento de novos empreendimentos turísticos, reduzir as áreas de construção nas freguesias litorais e orientar o crescimento para o interior”.

      >A proposta da câmara de alteração do Plano Diretor Municipal (PDM) está atualmente em discussão pública até 14 de outubro, anunciou hoje a autarquia da CDU. A proposta foi aprovada com os votos a favor da CDU e a abstenção do PS.

      >“A alteração do PDM visa disciplinar o crescimento de empreendimentos turísticos, proteger a faixa litoral, promover o desenvolvimento controlado e diversificado no interior e preservar os valores naturais, ambientais e culturais de Grândola”, disse em comunicado o autarca António Figueira Mendes.

      >“O foco da autarquia continua a ser o desenvolvimento do concelho de forma equilibrada e harmoniosa, sempre em prol da melhoria da qualidade de vida da população. Neste sentido, a alteração ao PDM é de extrema importância. Foi pensada para garantir que o crescimento do Concelho seja sustentável e inclusivo”, afirma António Figueira Mendes, salientando ainda que, paralelamente ao novo PDM, a Câmara está empenhada em assegurar solos para a construção de habitação acessível para a população em todo o concelho.

      Não há mais ninguém a não ser a CDU que se oponha ao cancro do turismo?

    2. >Em 2017, a Câmara Municipal de Grândola, comunista por tradição, decidiu operar uma revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), com vista a repensar o ordenamento do seu território. Esta revisão não foi uma revisão, foi uma autêntica revolução, que na prática fez disparar o número de empreendimentos turísticos nos 45 quilómetros da sua orla costeira, entre Troia e Sines. Existem atualmente quatro dezenas de unidades turísticas de luxo no concelho e esse número passará num futuro próximo para 175.

      >Para combater este “crescimento desmedido e insustentável” nasceu a Associação Proteger Grândola, com sete elementos que a dirigem, entre os quais Luís Dias, agricultor, produtor florestal, que tem igualmente um turismo de habitação próximo de Grândola e gostaria que as práticas de sustentabilidade que adota fossem seguidas pelas grandes multinacionais que estão a mudar a face de Grândola, “causando danos ambientais e sociais irreversíveis”. Não só o concelho não tem capacidade para tamanha oferta turística como o tecido social de Grândola, já envelhecido, está a abandonar em massa a região, não resistindo ao aumento exponencial do custo de vida e às ofertas que fazem pelas suas casas, que inflacionaram para valores inimagináveis há uma década. 

      >Se por um lado a suspensão do PDM parece um mecanismo para travar o galope imobiliário, tem um lado B antagónico.

      >“Se o crescimento do número de camas turísticas for fortemente travado ou até parado, uma vez que os limites legais estão ultrapassados, não deixa de ser um pouco perverso que os grandes empreendimentos já aprovados e em execução possam sair com os seus ativos altamente valorizados desta situação. Não estou de forma alguma a insinuar que possa existir conluio entre a CM de Grândola e os investidores. Mas é assim.”

      >Tudo o que era relatório de desenvolvimento sustentável apontava para um rácio de uma cama por residente, sendo que nos Censos de 2011 era de 14.826 habitantes, e nos Censos de 2021 de 13.823. De uma maneira ou de outra, entre 2017 e o presente momento, o número de camas turísticas no concelho excedeu todos os limites.

      >Como isto aconteceu ninguém sabe bem explicar, mas a verdade é que o número de camas turísticas, entre projetos em curso, outros aprovados, outros licenciados, outros por licenciar, outros em pedido de informação prévia, já se aproxima das 30 mil.

      https://pdf.leitor.expresso.pt/infinity/article_popover_share.aspx?guid=92f555a4-b74e-4a75-8de1-fe46d39d9ac8

      edit: sublinho que o presidente da CM é da CDU e o mesmo desde 2013

    3. Não ao turismo
      Não à exploração de lítio
      Não à exploração de minerais raros no fundo do mar
      Não à exploração de petróleo
      Não à construção de mais barragens
      Não ao nuclear

      Sim à Pobreza!!!!!!!!!!!

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