A maioria dos trabalhos é um sufoco porque, para além de serem posições de suporte ao core business, foram vendidos como um crescimento profissional
A maioria das posições são fixas e sem crescimento, e isso gera frustração e sufoco
recycledcoder on
É pá, _acredita_ que sim.
Passei 42 anos da minha vida sem perceber porque tinha momentos de „genio“ e outros de „imbecil“.
O diagnóstico e subsequente medicação permitiu-me finalmente ter um nível consistente e sustentável de desempenho.
A diferença que fez à minha qualidade de vida e carreira é difícil de exagerar.
PapaEslavas on
O nome devia ser Perturbação de Hiperactividade Obsessiva e Défice de Atenção
-WhiteOleander on
Obrigada por partilhares. Tenho uma irmã e uma mãe com graus severos disto e o artigo está bem escrito e vai mesmo ao fundo.
Também seria interessante se houvesse artigos acerca de como crescer com familiares com esta perturbação também é um desafio.. 😅 ainda hoje falo super depressa quase a atropelar as palavras porque habituei-me a pessoas que só conseguiam prestar atenção a 2 frases, e era visível a perda de interesse após isso. Nasci nos anos 80 e não se falava disto nessa altura, então pensei que eu é que era uma valente seca.
ngfsmg on
No outro dia fui dar uma aula de substituição e um miúdo tinha isto, eu tinha sido avisado e tinha que o ir relembrar de continuar a atividade que eu tinha dito basicamente de minuto a minuto
le_raveli on
Bom artigo!
Eu só fui diagnosticado com PHDA aos 26 anos e foi porque achava sempre que era desorganizado em geral porque “era a minha maneira de ser” e na escola/universidade era capaz de em alturas ser o aluno de 20 ou o aluno de 2, mas sempre me safei.
Isto foi assim até ao dia que entrei no mundo do trabalho com metas, tarefas e mais responsabilidades. Tudo isto estava a ter um peso gigante para mim, achava sempre que era incompetente, preguiçoso, sempre com dores de cabeça e não conseguia dormir porque a cabeça não “desligava”. Até que um dia decidi ir ao psiquiatra, não porque achava que tinha PHDA, mas porque estava a tomar antidepressivos e achava que eles estavam a causar/piorar estes sintomas. Depois de me ter queixado e perguntar se devia mudar a dose ou medicamento, o médico só disse “Amigo, o que me estás a descrever é PHDA, não tem nada a haver com depressão ou medicamentos”. Entretanto comecei a tomar medicação e sou uma pessoa mudada, sou muito mais consistente, mais ativo, mais social e até o chefe na altura me congratulou na melhoria da produtividade.
Claro que não é um milagre, ainda tenho algumas dificuldades, especialmente em prioritiser tarefas, tenho a tendência de me ultra focar nas tarefas que são mais “rewarding”, mas é algo que estou a treinar para evitar isso
MaximumThick6790 on
As vezes penso que sou bipolar.
ntx161 on
„Em Portugal, estima-se que haja cerca de 48 a 50 mil pessoas [adultas] diagnosticadas — mas se pensarmos que, a nível mundial, cerca de 2,5 a 3% da população tem PHDA, então em Portugal corresponderá a muito mais do que isto, há-de ser de 250 a 300 mil pessoas.“ 💔💔💔
MDPROBIFE on
Muito bom o artigo. Só não concordo com a parte de dar horários mais flexíveis.
Como alguém com phda, rotina é a coisa mais importante.
Eu não tenho, e é o meu maior problema, mas quando tinha sentia me muito melhor, e tirava prazer das coisas, agora ando sempre a correr atrás do prejuízo.
E como não podia faltar, os comentários de outros a dizer „custa a todos“, sim génios, custar a mim não invalida que a ti não custe. Custa é de maneira muito diferente e muito mais numas coisas e menos noutras.
A pior altura da minha vida foi sem dúvida a escola, era um terror, porque para mim, não era como se fosse, era mesmo tortura, eram ansiedade diária, era não conseguir estar mais do que 5 mins atento, por muito esforço que fizesse, era sentir uma aflição enorme de claustrofobia por ser obrigado a estar sentado, a „estar quieto“, a olhar para onde não conseguia mais. Eu sempre dizia, preferia estar preso do que aqui na escola, ao menos na prisão, posso me mexer e não sou obrigado a olhar para um ponto ou forcado a prestar atenção aquilo que o meu cérebro se recusa.
É passar 6 horas a escolher um filme, para depois nem ver filme nenhum (não estou a exagerar). -o que ajuda com isto é estabelecer uma meta antes de começar a procurar, tempo ou por exemplo, vou escolher 3 filmes, e depois faço Pim Pam Pum, e escolho esse (ou então removo se não ficar nada contente com o filme)
É procrastinar e passar 12 horas no Reddit porque tenho um projecto para fazer, e não, não é vida boa, porque eu não estou bem no Reddit, eu estou num estado de ansiedade, em que sei que tenho de fazer o projeto mas o meu cérebro está a dizer, não faças, não faças, não podes fazer… E estar no Reddit só aumenta a minha ansiedade a longo termo, mas é extremamente difícil fazer coisas pensadas a longo termo, com um cérebro que exige 24/7 rewards rápidos.. e os rewards podem não ser grandes, pode até ter impacto negativo, tipo causar a ansiedade, mas um cérebro com phda é feito para estar em alerta, é feito para prestar atenção a tudo o que existe a nossa volta muito rapidamente, e fixar se algo for „novo“ ou do nosso interesse.
É como se fossemos os scouts da idade da pedra, o nosso cérebro está on Edge, pronto para qualquer mudança, qualquer coisa que mude, focar imediatamente e analisar, se é do nosso interesse ou se é para descartar e continuar em modo de alerta.
E quando gostamos, é focar até a exaustão, é parar porque estiveste 5 horas a piscar os olhos de 10 em 10 segundos, 5 horas a viver num mundo em que só tu, e o objeto de interesse existe, é muito muito difícil sair deste estado, eu acho que é o equivalente a uma obsessão extrema, só que temporário
Estou medicado, e sem a medicação, não faço nada, até porque quando és medicado, o teu corpo fica de certa forma acostumado (não habituado), e quando cortas, durante uns dias ficas a ressacar, e o teu phda fica ainda pior do que o normal.
O meu principal problema é começar tarefas, com medicação não tenho muita dificuldade de concentração, mas tenho ansiedade de começar tarefas, parte disto deve se a eu saber que quando começo, não paro..
Eu esqueço-me diariamente de comer, ainda não sexta feira, eram para aí 6 da tarde e eu ainda não tinha comido nada o dia inteiro, está me a sentir horrivel, a certo ponto lembrei me que era fome, fui buscar comida? Claro que não, o meu cérebro lutou comigo ainda umas horas porque eu tinha de me continuar a focar no que quer que fosse que estava focado.
Isto acontece com muitas coisas, comer, beber, pagar coisas, marcar coisas, ligar a alguém, ir a casa de banho, precisar de ir buscar roupa porque estou com frio, tirar roupa porque estou cheio de calor, tudo é um problema.
Mas como disse, a resposta é rotina rotina rotina, porque o nosso cérebro depois de estar habituado a uma coisa é quase sagrado, e vai nos punir da mesma forma que quando fazemos algo que ele não quer, se nos tentar quebrar a rotina..
E podem estar a perguntar, então mas de certeza que comes todos os dias, isso não é rotina? Não, se não tiveres horários fixos, se não preparares mais ao menos a mesma comida, ou pelo menos num tempo parecido todos os dias, não é rotina…
E se eu sei a resposta aos meus problemas porque não aplico? Porque criar uma rotina é muito mais difícil para alguém com phda, e quando se cria uma rotina, é fácil descarrilar, porque há coisas que obrigatoriamente nos obrigam a sair da rotina, e isto causa ansiedade, e depois temos tendência a congelar com ansiedade e a procurar quick dopamine rewards, mesmo sabendo que isso não vai aliviar a nossa ansiedade… É uma luta constante.
Recomendo Taking charge of adult ADHD, Russell Barkley
NoGemini2024 on
Para quem tem Phoda?
Upset_Recognition_4 on
O meu irmão foi diagnosticado com isso e hoje é um profissional de sucesso, não é impedimento de nada. Os psicólogos e psiquiatras é que dão mais importância e ênfase do que realmente é, de modo a justificar um preço mais elevado da consulta. Ele até queria ter uma conversinha com o psiquiatra, agora que é adulto, mas o médico morreu, até fomos beber um copo pa a festejar 🤣🤣
room134 on
Enquanto alguém que só foi diagnosticado com 32, acreditem que, confirmado o diagnóstico, há uma libertação de culpa e autocomiseração, que nos dá logo outra vontade de enfrentar a vida.
deathwatchoveryou on
Tenho PHDA desde miúdo.
mas os anos 90 eram wild. A cura para isso é levar duas lambadas no focinho se não paras quieto. Na escola ou em casa.
Entrada na vida adulta foi fácil com o trabalho, o único problema foi maioritariamente conseguir dar atenção e filtrar o que é relevante, e o que não é. E concentrar me numa coisa e bem ao invés de 3 e 4. Isso e o desligar a cabeça para dormir.
aos poucos fui lidando com isso de forma independente e com muitas regras.
Ainda tentei os 3 medicamentos no mercado: ritalina, rubifen e o outro que já não me lembro, mas mesmo ao fim de 3 meses a única diferença era que me sentia lerdo e a comer gelados com a testa desde o acordar ao deitar.
Por isso deixei de tomar e preferi continuar a usar regras e a saber lidar ao invés de entorpecer a minha cabeça com medicamentos.
O dormir foi feito com outra medicação no entanto.
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15 Kommentare
Para os outros deve ser uma maravilha… /s
Agora podes dizer que tens um PHD.
A maioria dos trabalhos é um sufoco porque, para além de serem posições de suporte ao core business, foram vendidos como um crescimento profissional
A maioria das posições são fixas e sem crescimento, e isso gera frustração e sufoco
É pá, _acredita_ que sim.
Passei 42 anos da minha vida sem perceber porque tinha momentos de „genio“ e outros de „imbecil“.
O diagnóstico e subsequente medicação permitiu-me finalmente ter um nível consistente e sustentável de desempenho.
A diferença que fez à minha qualidade de vida e carreira é difícil de exagerar.
O nome devia ser Perturbação de Hiperactividade Obsessiva e Défice de Atenção
Obrigada por partilhares. Tenho uma irmã e uma mãe com graus severos disto e o artigo está bem escrito e vai mesmo ao fundo.
Também seria interessante se houvesse artigos acerca de como crescer com familiares com esta perturbação também é um desafio.. 😅 ainda hoje falo super depressa quase a atropelar as palavras porque habituei-me a pessoas que só conseguiam prestar atenção a 2 frases, e era visível a perda de interesse após isso. Nasci nos anos 80 e não se falava disto nessa altura, então pensei que eu é que era uma valente seca.
No outro dia fui dar uma aula de substituição e um miúdo tinha isto, eu tinha sido avisado e tinha que o ir relembrar de continuar a atividade que eu tinha dito basicamente de minuto a minuto
Bom artigo!
Eu só fui diagnosticado com PHDA aos 26 anos e foi porque achava sempre que era desorganizado em geral porque “era a minha maneira de ser” e na escola/universidade era capaz de em alturas ser o aluno de 20 ou o aluno de 2, mas sempre me safei.
Isto foi assim até ao dia que entrei no mundo do trabalho com metas, tarefas e mais responsabilidades. Tudo isto estava a ter um peso gigante para mim, achava sempre que era incompetente, preguiçoso, sempre com dores de cabeça e não conseguia dormir porque a cabeça não “desligava”. Até que um dia decidi ir ao psiquiatra, não porque achava que tinha PHDA, mas porque estava a tomar antidepressivos e achava que eles estavam a causar/piorar estes sintomas. Depois de me ter queixado e perguntar se devia mudar a dose ou medicamento, o médico só disse “Amigo, o que me estás a descrever é PHDA, não tem nada a haver com depressão ou medicamentos”. Entretanto comecei a tomar medicação e sou uma pessoa mudada, sou muito mais consistente, mais ativo, mais social e até o chefe na altura me congratulou na melhoria da produtividade.
Claro que não é um milagre, ainda tenho algumas dificuldades, especialmente em prioritiser tarefas, tenho a tendência de me ultra focar nas tarefas que são mais “rewarding”, mas é algo que estou a treinar para evitar isso
As vezes penso que sou bipolar.
„Em Portugal, estima-se que haja cerca de 48 a 50 mil pessoas [adultas] diagnosticadas — mas se pensarmos que, a nível mundial, cerca de 2,5 a 3% da população tem PHDA, então em Portugal corresponderá a muito mais do que isto, há-de ser de 250 a 300 mil pessoas.“ 💔💔💔
Muito bom o artigo. Só não concordo com a parte de dar horários mais flexíveis.
Como alguém com phda, rotina é a coisa mais importante.
Eu não tenho, e é o meu maior problema, mas quando tinha sentia me muito melhor, e tirava prazer das coisas, agora ando sempre a correr atrás do prejuízo.
E como não podia faltar, os comentários de outros a dizer „custa a todos“, sim génios, custar a mim não invalida que a ti não custe. Custa é de maneira muito diferente e muito mais numas coisas e menos noutras.
A pior altura da minha vida foi sem dúvida a escola, era um terror, porque para mim, não era como se fosse, era mesmo tortura, eram ansiedade diária, era não conseguir estar mais do que 5 mins atento, por muito esforço que fizesse, era sentir uma aflição enorme de claustrofobia por ser obrigado a estar sentado, a „estar quieto“, a olhar para onde não conseguia mais. Eu sempre dizia, preferia estar preso do que aqui na escola, ao menos na prisão, posso me mexer e não sou obrigado a olhar para um ponto ou forcado a prestar atenção aquilo que o meu cérebro se recusa.
É passar 6 horas a escolher um filme, para depois nem ver filme nenhum (não estou a exagerar). -o que ajuda com isto é estabelecer uma meta antes de começar a procurar, tempo ou por exemplo, vou escolher 3 filmes, e depois faço Pim Pam Pum, e escolho esse (ou então removo se não ficar nada contente com o filme)
É procrastinar e passar 12 horas no Reddit porque tenho um projecto para fazer, e não, não é vida boa, porque eu não estou bem no Reddit, eu estou num estado de ansiedade, em que sei que tenho de fazer o projeto mas o meu cérebro está a dizer, não faças, não faças, não podes fazer… E estar no Reddit só aumenta a minha ansiedade a longo termo, mas é extremamente difícil fazer coisas pensadas a longo termo, com um cérebro que exige 24/7 rewards rápidos.. e os rewards podem não ser grandes, pode até ter impacto negativo, tipo causar a ansiedade, mas um cérebro com phda é feito para estar em alerta, é feito para prestar atenção a tudo o que existe a nossa volta muito rapidamente, e fixar se algo for „novo“ ou do nosso interesse.
É como se fossemos os scouts da idade da pedra, o nosso cérebro está on Edge, pronto para qualquer mudança, qualquer coisa que mude, focar imediatamente e analisar, se é do nosso interesse ou se é para descartar e continuar em modo de alerta.
E quando gostamos, é focar até a exaustão, é parar porque estiveste 5 horas a piscar os olhos de 10 em 10 segundos, 5 horas a viver num mundo em que só tu, e o objeto de interesse existe, é muito muito difícil sair deste estado, eu acho que é o equivalente a uma obsessão extrema, só que temporário
Estou medicado, e sem a medicação, não faço nada, até porque quando és medicado, o teu corpo fica de certa forma acostumado (não habituado), e quando cortas, durante uns dias ficas a ressacar, e o teu phda fica ainda pior do que o normal.
O meu principal problema é começar tarefas, com medicação não tenho muita dificuldade de concentração, mas tenho ansiedade de começar tarefas, parte disto deve se a eu saber que quando começo, não paro..
Eu esqueço-me diariamente de comer, ainda não sexta feira, eram para aí 6 da tarde e eu ainda não tinha comido nada o dia inteiro, está me a sentir horrivel, a certo ponto lembrei me que era fome, fui buscar comida? Claro que não, o meu cérebro lutou comigo ainda umas horas porque eu tinha de me continuar a focar no que quer que fosse que estava focado.
Isto acontece com muitas coisas, comer, beber, pagar coisas, marcar coisas, ligar a alguém, ir a casa de banho, precisar de ir buscar roupa porque estou com frio, tirar roupa porque estou cheio de calor, tudo é um problema.
Mas como disse, a resposta é rotina rotina rotina, porque o nosso cérebro depois de estar habituado a uma coisa é quase sagrado, e vai nos punir da mesma forma que quando fazemos algo que ele não quer, se nos tentar quebrar a rotina..
E podem estar a perguntar, então mas de certeza que comes todos os dias, isso não é rotina? Não, se não tiveres horários fixos, se não preparares mais ao menos a mesma comida, ou pelo menos num tempo parecido todos os dias, não é rotina…
E se eu sei a resposta aos meus problemas porque não aplico? Porque criar uma rotina é muito mais difícil para alguém com phda, e quando se cria uma rotina, é fácil descarrilar, porque há coisas que obrigatoriamente nos obrigam a sair da rotina, e isto causa ansiedade, e depois temos tendência a congelar com ansiedade e a procurar quick dopamine rewards, mesmo sabendo que isso não vai aliviar a nossa ansiedade… É uma luta constante.
Recomendo Taking charge of adult ADHD, Russell Barkley
Para quem tem Phoda?
O meu irmão foi diagnosticado com isso e hoje é um profissional de sucesso, não é impedimento de nada. Os psicólogos e psiquiatras é que dão mais importância e ênfase do que realmente é, de modo a justificar um preço mais elevado da consulta. Ele até queria ter uma conversinha com o psiquiatra, agora que é adulto, mas o médico morreu, até fomos beber um copo pa a festejar 🤣🤣
Enquanto alguém que só foi diagnosticado com 32, acreditem que, confirmado o diagnóstico, há uma libertação de culpa e autocomiseração, que nos dá logo outra vontade de enfrentar a vida.
Tenho PHDA desde miúdo.
mas os anos 90 eram wild. A cura para isso é levar duas lambadas no focinho se não paras quieto. Na escola ou em casa.
Entrada na vida adulta foi fácil com o trabalho, o único problema foi maioritariamente conseguir dar atenção e filtrar o que é relevante, e o que não é. E concentrar me numa coisa e bem ao invés de 3 e 4. Isso e o desligar a cabeça para dormir.
aos poucos fui lidando com isso de forma independente e com muitas regras.
Ainda tentei os 3 medicamentos no mercado: ritalina, rubifen e o outro que já não me lembro, mas mesmo ao fim de 3 meses a única diferença era que me sentia lerdo e a comer gelados com a testa desde o acordar ao deitar.
Por isso deixei de tomar e preferi continuar a usar regras e a saber lidar ao invés de entorpecer a minha cabeça com medicamentos.
O dormir foi feito com outra medicação no entanto.