
Jorge Miranda argumentiert, dass Portugal nur Einwanderer betreten lässt, die Portugiesisch sprechen
https://expresso.pt/sociedade/2025-03-15-jorge-miranda-defende-que-portugal-so-deixe-entrar-imigrantes-que-falem-portugues-e0462010
Von odetriunfal

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Jorge Miranda é tido como o „pai da Constituição“, tamanha a sua influência no processo de elaboração da CRP de 1976. Além disso, é provavelmente o mais influente e respeitado constitucionalista desde o 25 de abril de 1974.
E os Portugueses que não sabem Português ficam?
Os portugueses que emigraram para França e para a Suíça nos anos 60 também dominavam o francês… enfim, completa falta de perspectiva histórica por um país com um passado de emigração.
Isto é só uma forma educada de dizer que se deve deixar entrar mais brasileiros e proibir indostânicos…
Mas se forem „expats“ ou „nómadas digitais“, já podem falar em estrangeiro, é isso?
Se nem para dar a nacionalidade falar português é requisito…
Não sei se esse senhor sabe mas Portugal pertence à União Europeia…
Não so deviam saber falar português, como devia ser obrigatório o sotaque lisboeta.
*O constitucionalista Jorge Miranda defende que a imigração para Portugal só deve ser permitida a quem souber falar português, mostrando-se totalmente favorável à imigração dos países africanos de língua portuguesa e do Brasil.*
*“Eu sou muito favorável à imigração, antes de mais nada, por uma questão de fraternidade humana. Nenhum país pode fechar-se ao resto do mundo“, disse.*
*E acrescentou: „Quando sabemos que há muita miséria, muita desigualdade, muitas questões étnicas e outras nos chamados países do terceiro mundo, na África e na Ásia, não podemos fechar os olhos à imigração“.*
*Apesar de considerar que Portugal deve continuar aberto à imigração, Jorge Miranda defendeu „um método de integração, que é a obrigatoriedade da língua portuguesa“.*
*Aquele que é considerado um dos pais da Constituição portuguesa e que contribuiu para os textos constitucionais das ex-colónias portuguesas em África e em Timor-Leste diz-se „totalmente favorável“ à imigração dos países africanos e do Brasil.*
*A esse propósito, recordou que „há uma quebra da natalidade em Portugal e a imigração vai compensar a situação“.*
*Relativamente a imigrantes de outros países, como da Ásia ou outros países africanos que não os de língua portuguesa, Jorge Miranda acha se deve „exigir a língua portuguesa como condição para a entrada“.*
*Na prática, considera que a integração deve fazer-se por „meios culturais“. „Agora, não fechar os olhos, não impedir. Isso não“, concluiu.*
Estava a custar-me acreditar que o título seria tão sério quanto o entrevistado. Mas afinal é, não tem truques.
Então espero que também seja a favor de só poderem imigrar para França, os portugueses que falarem francês e etc…
Eia senhor, tanta „impresa“ de chupar que ia à vida… Tenha lá cuidado ao atravessar a estrada
E, de preferência, com nacionalidade portuguesa.
Não será uma violação direta de o Artigo 13.º da CRP mas, indiretamente, não andará muito longe dos princípios e do espírito da lei: http://bdjur.almedina.net/citem.php?field=item_id&value=842604
Não. Ainda hoje vi uma reportagem de pessoas num bairro de lata ilegal que ficaram sem casa e vieram dos CPLP. Esta gente nem devia entrar cá, não vêm para trabalho digno nem têm meios para ter casa.
E que tal, em vez disso, forçar aulas de integração na sociedade que incluam: aulas de português (>80% do currículo), cultura, hábitos, regras de boa educação, básico de leis, como fazer as coisas básicas legais (e.g.: tirar a carta, como converter cursos que tenham para serem válidos cá, o que fazer nos diferentes passos do processo de imigração), etc.
O que se devia fazer é ser rigoroso com que entra, só trabalhadores qualificados e/ou trabalhadores necessários. Uma parte do nr poderia vir um sistema automático que calcula de acordo com as necessidades da economia e outra parte do nr final poderia ser por decisao politica trans partidária.
Para vistos de trabalho a questão da lingua não me parece essencial, desde que consigam fazer o trabalho.
Para atribuição de nacionalidade acho absolutamente essencial nao só os requerentes dominarem o portugues mas saberem um minimo de história de portugal, saberem viver em portugal, regras, costumes, e explicarem muito bem porque querem ser portugueses. Caso contrário nao precisam de ser portugueses, basta lhes um visto de trabalho ou residencia.
parvoíce máxima.
se ele dissesse que só podemos dar cidadania a quem souber falar Português, ai concordava.
agora imigrantes?
se quisermos cientistas, engenheiros, doutores, etc de outros países estamos a limitar bastante onde os podemos ir buscar.
Um imigrante da Índia que é engenheiro mas não saiba a língua ainda é mais „valioso“ do que um sem abrigo do Brasil.
Mas também se aplica aos tugas nascidos cá? É que neste sub te-mus muita ppl k não sab xcrevr.
E que comam bacalhau, certo? Certo?
Espanhóis para a rua?
Português Europeu? …
Estou a ver muitos „constitucionalistas“ do Reddit a afirmar que a ideia do Jorge Miranda viola a constituição. Ora, independentemente do valor ou validade da ideia – sobre a qual não pronunciei, nem irei pronunciar nada -, não parece que assim seja. E o próprio Jorge Miranda, num texto seu denominado „A Constituição e a língua“, abordou o eventual conflito da sua solução com o artigo 13.º da CRP (princípio da igualdade). Eis o que foi dito:
*«O art. 13º, nº 2 da constituição, ao vedar privilégios ou discriminações em razão da língua não infirma a regra da língua oficial. tem que ver tão somente com certas garantias dos não falantes do português que se encontrem no país, consagradas pelo direito internacional, porquanto:*
*– qualquer pessoa presa deve ser informada, em língua que compreenda, das razões da sua prisão e de qualquer acusação contra ela formulada (art. 27º, nº 4 da constituição e art. 5º, nº 2 da convenção europeia dos direitos do Homem) 11 ;*
*– e o arguido em processo penal deve ser informado, em língua que entenda, da natureza e da causa da acusação contra ele dirigida [art. 6º, nº 3 da convenção europeia e art. 14º, nº 3, alínea a) do Pacto internacional de direitos civis e Políticos].*
*Para além disto, para inserção na vida colectiva do país, com equiparação, em princípio, de direitos aos portugueses (art. 15º, nº 1) e sem prejuízo do respeito da sua identidade cultural, qualquer estrangeiro tem de possuir conhecimentos da língua portuguesa.»*