Diniz de Almeida. Ainda me lembro de o ver e ouvir no Ralis sem perceber muito bem o que se estava passar…
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É um milagre, dados os golpes (11/03, 25/11), extrema violência política (foi hoje, dia 12, há 50 anos, que o civil António Ramalho Fialho era assassinado à rajada de metralhadora, na proximidade do RALIS: https://youtu.be/LThefQANINE?si=lLHcQOr5csPY4ytv) e retórica desses tempos (exemplos assustadores abaixo) terem chegado a haver eleições.
O Costa Gomes não é valorizado o suficiente como Presidente da República, palavra de honra.
(Exemplos da Retórica:
„Não podemos perder por via eleitoral aquilo que tanto tem custado a ganhar ao povo português.“ – Vasco Gonçalves, 08/04/75.
„A consulta a um povo pouco esclarecido não pode comprometer o processo revolucionário.“ – Almirante Rosa Coutinho, 11/04/75.
„As eleições para mim não têm qualquer importância, nenhuma mesmo. Se pensa que a questão pode ser reduzida a percentagens de votos recebidos por um partido ou outro, está a enganar-se a si próprio redondamente (…)“ – Álvaro Cunhal, 06/06/75.)
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3 Kommentare
Engraçado, foi uma quarta-feira também.
Diniz de Almeida. Ainda me lembro de o ver e ouvir no Ralis sem perceber muito bem o que se estava passar…
É um milagre, dados os golpes (11/03, 25/11), extrema violência política (foi hoje, dia 12, há 50 anos, que o civil António Ramalho Fialho era assassinado à rajada de metralhadora, na proximidade do RALIS: https://youtu.be/LThefQANINE?si=lLHcQOr5csPY4ytv) e retórica desses tempos (exemplos assustadores abaixo) terem chegado a haver eleições.
O Costa Gomes não é valorizado o suficiente como Presidente da República, palavra de honra.
(Exemplos da Retórica:
„Não podemos perder por via eleitoral aquilo que tanto tem custado a ganhar ao povo português.“ – Vasco Gonçalves, 08/04/75.
„A consulta a um povo pouco esclarecido não pode comprometer o processo revolucionário.“ – Almirante Rosa Coutinho, 11/04/75.
„As eleições para mim não têm qualquer importância, nenhuma mesmo. Se pensa que a questão pode ser reduzida a percentagens de votos recebidos por um partido ou outro, está a enganar-se a si próprio redondamente (…)“ – Álvaro Cunhal, 06/06/75.)