As pessoas sentem-se sozinhas ou oprimidas por uma sociedade que não as deixa ser quem são? Porque sinceramente não vejo muita solidão e mesmo quando alguém diz que se sente sozinho eles têm alguém para falar. Solidão é não ter ninguém para falar, isolação completa e duvido que essas pessoas participem nestes estudos…
Às vezes sinto que quanto mais falamos deste tipo de problemas mais eles acontecem porque estamos mais conscientes e atentos a este tópico, é como quereres comprar um carro novo e depois veres esse carro em todo o lado…
Ansiedade, depressão, saúde mental começaram a ser um problema quando a população ficou consciente disso e não estou a negar a existência desses problemas, mas também acredito que grande parte sofre por consciência funelizada.
Parshath_ on
As pessoas estão a trabalhar mais e em piores condições, o que reduz a energia e capacidade para socializar. Chegam a casa cada vez mais longe devido à gentrificação e cada vez mais isolados de comunidades e dos seus círculos sociais. Socializar também está mais caro, em termos de tempo, dinheiro e qualidade. Saúde mental e ansiedade, com isto tudo, torna difícil fazer muito mais que sobreviver e fazer os básicos.
Também longe vão os tempos em que qualquer coisa chega. O Jaquim conhecia a Maria no bailarico da terra e estava feito – mesmo que passassem os próximos 30 anos a discutir, a evitar-se um ao outro, e em relações de codependência.
Hoje também somos mais selectos, e arrisco dizer que dos Mileniais para a frente, em MÉDIA, existe maior maturidade emocional e capacidade de gerir e compreender emoções. Também há maior apreço pelos valores e procurar relacionar-se com pessoas mais próximas e compatíveis – a Maria hoje em dia não se juntava ao Jaquim porque é violento e diz disparates desumanos que não aceita, o Zé não se quer dar com a Antonieta porque ela tem mau feitio e é tóxica, o João não quer tanto contacto com os pais porque são homofóbicos e racistas, etc.
Neste aumento de preferência por qualidade sobre quantidade, acaba por não haver quantidade que corresponda à qualidade. É o meu parecer antropológico, e vale o que vale.
E ao fim do dia, acaba por ser mais fácil e confortável para mim e outros andar aqui a mandar postas de pescada de antropologia/sociologia com base em experiências pessoais que andar à pesca com dezenas de pessoas a ver se somos compatíveis ou não. A vida está difícil para não ser averso ao risco de fazer uma amizade, investir nela, e ao fim de X tempo a pessoa sair-se com uma que „para nós não dá“.
gonzoalo on
O país com maior mobilidade ciclável. Coincidência?
haierfalcao on
Primeiro criaram o dia dos namorados e depois queixam-se do flagelo dos encalhados.
É não ligar ao que a sociedade diz e pensa.. Eu tive uma namorada que me disse que quem não se casa antes dos 30 não pode ser boa pessoa. É alguém que não presta. Tive que a deixar, mas com alguma pena minha ( . ) ( . )
Estrumpfe on
Há demasiados homens. Efeitos secundários da paz duradoura
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5 Kommentare
As pessoas sentem-se sozinhas ou oprimidas por uma sociedade que não as deixa ser quem são? Porque sinceramente não vejo muita solidão e mesmo quando alguém diz que se sente sozinho eles têm alguém para falar. Solidão é não ter ninguém para falar, isolação completa e duvido que essas pessoas participem nestes estudos…
Às vezes sinto que quanto mais falamos deste tipo de problemas mais eles acontecem porque estamos mais conscientes e atentos a este tópico, é como quereres comprar um carro novo e depois veres esse carro em todo o lado…
Ansiedade, depressão, saúde mental começaram a ser um problema quando a população ficou consciente disso e não estou a negar a existência desses problemas, mas também acredito que grande parte sofre por consciência funelizada.
As pessoas estão a trabalhar mais e em piores condições, o que reduz a energia e capacidade para socializar. Chegam a casa cada vez mais longe devido à gentrificação e cada vez mais isolados de comunidades e dos seus círculos sociais. Socializar também está mais caro, em termos de tempo, dinheiro e qualidade. Saúde mental e ansiedade, com isto tudo, torna difícil fazer muito mais que sobreviver e fazer os básicos.
Também longe vão os tempos em que qualquer coisa chega. O Jaquim conhecia a Maria no bailarico da terra e estava feito – mesmo que passassem os próximos 30 anos a discutir, a evitar-se um ao outro, e em relações de codependência.
Hoje também somos mais selectos, e arrisco dizer que dos Mileniais para a frente, em MÉDIA, existe maior maturidade emocional e capacidade de gerir e compreender emoções. Também há maior apreço pelos valores e procurar relacionar-se com pessoas mais próximas e compatíveis – a Maria hoje em dia não se juntava ao Jaquim porque é violento e diz disparates desumanos que não aceita, o Zé não se quer dar com a Antonieta porque ela tem mau feitio e é tóxica, o João não quer tanto contacto com os pais porque são homofóbicos e racistas, etc.
Neste aumento de preferência por qualidade sobre quantidade, acaba por não haver quantidade que corresponda à qualidade. É o meu parecer antropológico, e vale o que vale.
E ao fim do dia, acaba por ser mais fácil e confortável para mim e outros andar aqui a mandar postas de pescada de antropologia/sociologia com base em experiências pessoais que andar à pesca com dezenas de pessoas a ver se somos compatíveis ou não. A vida está difícil para não ser averso ao risco de fazer uma amizade, investir nela, e ao fim de X tempo a pessoa sair-se com uma que „para nós não dá“.
O país com maior mobilidade ciclável. Coincidência?
Primeiro criaram o dia dos namorados e depois queixam-se do flagelo dos encalhados.
É não ligar ao que a sociedade diz e pensa.. Eu tive uma namorada que me disse que quem não se casa antes dos 30 não pode ser boa pessoa. É alguém que não presta. Tive que a deixar, mas com alguma pena minha ( . ) ( . )
Há demasiados homens. Efeitos secundários da paz duradoura