> (…) Há um ano, o Expresso noticiava as conclusões da comissão do Livro Verde sobre o Futuro da Segurança e Saúde no Trabalho, na versão preliminar do estudo encomendado pelo governo de António Costa e entregue ainda ao anterior executivo.
> Na verdade, não apenas as conclusões da comissão do Livro Verde que voltaram às notícias nesta semana não foram projetadas pelo atual governo, mas pelo anterior executivo socialista, como a ação de Maria do Rosário Palma no tema se limitou a abrir a discussão à sociedade. Razão pela qual o documento se manteve disponível para consulta pública até ao último dia 15 de janeiro, com a ministra a juntá-lo agora às recomendações do Tribunal de Contas e das instituições europeias para „avaliação“ e „estudo“.
> „A possibilidade de reforma para quem tem entre 57 e 61 anos, após esgotado o subsídio de desemprego deve acabar“, recomendavam já na versão preliminar, em 2024, os membros dessa comissão liderada por Mariana Trigo Pereira e composta por Armindo Silva, Amílcar Moreira, Ana Fernandes, Noémia Goulart, Vítor Junqueira, Manuel Caldeira Cabral e Susana Peralta. E adiantavam que, nas restantes modalidades, o acesso à pensão de velhice devia „subir e acompanhar o ritmo da idade legal“.
> As conclusões deste grupo, que deverá iniciar funções nesta quinta-feira, serão apresentadas daqui a um ano, bem como propostas e recomendações identificadas pelo grupo liderado pelo economista Jorge Bravo e que integra um conjunto de especialistas na área e representantes dos sistemas de pensões.
> As recomendações de pôr um travão nas reformas antecipadas e indexar a idade de acesso à esperança média de vida saíram da comissão escolhida e nomeada em 2022 por Ana Mendes Godinho, a ex-ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que as recebeu já com o governo socialista de saída, em versão preliminar. Um grupo liderado pela ex-adjunta e chefe de gabinete do antigo ministro Vieira da Silva.
TachosParaOsFachos on
Pessoal… a culpa é do PS….
mfzzzed on
Qualquer governo vai ter de fazer isto. Se a esperança média de vida continuar a aumentar, o aumento da idade da reforma também aumentará. E mesmo que a esperança média de vida diminua, a idade da reforma nunca diminuirá (a computação e tecnologia também não levou à redução da carga de trabalho ;)).
Agora o ritmo a que vai aumentar ou colapsar dependerá da natalidade. Com a crise demográfica que veio, e que está pra ficar, diria que aumentará a um ritmo maior até o inevitável colapso derivado à inversão da piramide.
Não é difícil de entender que qualquer governo está fodido com isto, e que um gajo idealmente terá de morrer antes de atingir a idade da reforma para diminuir a despesa do estado e atrasar o colapso.
blueskyonmarth on
sabem o que faz sentir uma notícia destas a tipo com 55 anos e 40 anos de descontos para a SS?
nice_voyager on
O estudo só foi entregue com o governo de saída para não prejudicar as eleições ao PS. O estudo estava concluído meses antes e as conclusões não eram favoráveis a votos no PS.
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6 Kommentare
> (…) Há um ano, o Expresso noticiava as conclusões da comissão do Livro Verde sobre o Futuro da Segurança e Saúde no Trabalho, na versão preliminar do estudo encomendado pelo governo de António Costa e entregue ainda ao anterior executivo.
> Na verdade, não apenas as conclusões da comissão do Livro Verde que voltaram às notícias nesta semana não foram projetadas pelo atual governo, mas pelo anterior executivo socialista, como a ação de Maria do Rosário Palma no tema se limitou a abrir a discussão à sociedade. Razão pela qual o documento se manteve disponível para consulta pública até ao último dia 15 de janeiro, com a ministra a juntá-lo agora às recomendações do Tribunal de Contas e das instituições europeias para „avaliação“ e „estudo“.
> „A possibilidade de reforma para quem tem entre 57 e 61 anos, após esgotado o subsídio de desemprego deve acabar“, recomendavam já na versão preliminar, em 2024, os membros dessa comissão liderada por Mariana Trigo Pereira e composta por Armindo Silva, Amílcar Moreira, Ana Fernandes, Noémia Goulart, Vítor Junqueira, Manuel Caldeira Cabral e Susana Peralta. E adiantavam que, nas restantes modalidades, o acesso à pensão de velhice devia „subir e acompanhar o ritmo da idade legal“.
> As conclusões deste grupo, que deverá iniciar funções nesta quinta-feira, serão apresentadas daqui a um ano, bem como propostas e recomendações identificadas pelo grupo liderado pelo economista Jorge Bravo e que integra um conjunto de especialistas na área e representantes dos sistemas de pensões.
* webarchive: https://archive.ph/oKUcU
Uma notícia que se desmente a si própria….
> As recomendações de pôr um travão nas reformas antecipadas e indexar a idade de acesso à esperança média de vida saíram da comissão escolhida e nomeada em 2022 por Ana Mendes Godinho, a ex-ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que as recebeu já com o governo socialista de saída, em versão preliminar. Um grupo liderado pela ex-adjunta e chefe de gabinete do antigo ministro Vieira da Silva.
Pessoal… a culpa é do PS….
Qualquer governo vai ter de fazer isto. Se a esperança média de vida continuar a aumentar, o aumento da idade da reforma também aumentará. E mesmo que a esperança média de vida diminua, a idade da reforma nunca diminuirá (a computação e tecnologia também não levou à redução da carga de trabalho ;)).
Agora o ritmo a que vai aumentar ou colapsar dependerá da natalidade. Com a crise demográfica que veio, e que está pra ficar, diria que aumentará a um ritmo maior até o inevitável colapso derivado à inversão da piramide.
Não é difícil de entender que qualquer governo está fodido com isto, e que um gajo idealmente terá de morrer antes de atingir a idade da reforma para diminuir a despesa do estado e atrasar o colapso.
sabem o que faz sentir uma notícia destas a tipo com 55 anos e 40 anos de descontos para a SS?
O estudo só foi entregue com o governo de saída para não prejudicar as eleições ao PS. O estudo estava concluído meses antes e as conclusões não eram favoráveis a votos no PS.