> Portugal tem identificado há vários anos uma das suas fragilidades em termos de defesa e é na defesa antiaérea, ou seja, na protecção contra ameaças vindas do ar. Esta lacuna vai demorar ainda vários anos a ser colmatada, apesar dos sucessivos alertas de chefes militares.
> Portugal dispõe apenas de mísseis de curto alcance, os Stingers, guiados por infra-vermelhos e que atingem alvos a muito baixa altitude, como helicópteros ou drones, confirmou o PÚBLICO junto do Exército. São manobrados por este ramo desde 1994, tendo sido comprados pelo Governo então liderado por Cavaco Silva. O Exército não revela de quantas unidades dispõe actualmente.
> „A este nível de defesa antiaérea, sim, estamos vulneráveis. É muito pouco ou quase nada. Esta vulnerabilidade foi apontada há muito tempo a diversos governos, mas a decisão é uma decisão política“, explica ao PÚBLICO o coronel Carlos Mendes Dias, que foi 2.º Comandante da Escola Prática de Artilharia e é actualmente professor e investigador no Instituto Universitário Militar.
> O ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Nunes da Fonseca, admitia, em entrevista ao PÚBLICO em Dezembro, as dificuldades nesta área.
> „Eu fui chefe do Estado-Maior do Exército de Outubro de 2018 até assumir estas funções. E foi logo uma primeira lacuna que verifiquei. São sistemas muito caros, ultra-sofisticados. Para ter uma ideia, uma bateria Patriotsão cerca de mil milhões de euros. É evidente que a bateria Patriot não entra no cômputo de forças do Exército. Mas tudo o que seja defesa antiaérea e defesa aérea deve ser bem contemplado“, afirmou na altura, acrescentando: „Temos capacidade de defesa a baixas altitudes. Mas a médias e altas altitudes estamos vulneráveis. Assim como está a Ucrânia. Assim como está a maior parte dos países da NATO.“
> A actual Lei de Programação Militar (LMP) prevê um investimento de 5570 milhões de euros, que não dá para cobrir todas as necessidades identificadas pelos chefes militares. „Os cálculos iniciais, antes de chegar ao valor final, eram cerca de 11.000 milhões de euros. Portanto, cerca de metade das necessidades das Forças Armadas ficaram por colmatar. Havia que substituir equipamentos, quer na Marinha, quer no Exército, quer na Força Aérea. Não podemos dizer que negligenciamos a defesa aérea. Mas estava algo distante“, justificava o general Nunes da Fonseca.
> A LPM tem inscrito para este ano um investimento de 45 milhões de euros no capítulo da defesa antiaérea de curto alcance. Segundo o coronel de artilharia Mendes Dias, o Exército deverá receber, nos próximos dois anos, quatro sistemas RapidRanger (mísseis móveis de curto-alcance) e dois radares terrestres de vigilância e aquisição de alvos com capacidade de 100 km. Está ainda prevista a compra de 35 mísseis Starstreak (alcance até 7 km) e quatro mísseis LMN.
> No âmbito do projecto SAFE – Security Action for Europe, instrumento financeiro europeu criado para reforçar a defesa dos países da União Europeia, o Exército tenciona adquirir até 2030 16 sistemas de mísseis canhão que podem ser operados remotamente.
Key_Information2327 on
Não existe ameaça direta a portugal nem do médio oriente, nem das Américas, nem de África. Acho que não é uma prioridade. Reforcem antes o orcamento da marinha portuguesa e da guarda costeira, que os chineses volta e meia passeiam-se no território maritimo português.
Jealous-Cause6112 on
se o governo l investir nisto toda a gente vai criticar e dizer que o dinheiro devia ser aplicado no sns e na educação e na polícia e na habitação lol
joca_the_second on
Também não é bem bem assim.
O mais correto de dizer é que o exército português não tem defesa antimíssil de médio e longo alcance.
A Marinha tem mísseis antiaéreos de médio alcance nas fragatas e a Força Aérea tem os F-16 para interceptar drones.
SILE3NCE on
As pombas não contam?
lam3ass on
Drones, contam???
Quem vê o futebol, na choupana ao domingo de tarde não acerta nada, e basta ter alguns jogos com claques, que fica tudo resolvido….
Mas, exército português, está bem não temos, mas bases da NATO, também não tem?
Upbeat_Parking_7794 on
Como na Ucrânia, podem ser usados aviões para isso.
Não há uma ameaça atual que justifique a enormidade do investimento.
EveryPen260 on
Como não temos um orçamento ilimitado o foco deve ser para as ameaças concretas e reais.
Como os traficantes de droga que usam as nossas costas com lanchas rápidas e a marinha não lhes consegue fazer frente.
luso_warrior on
Penso que está situação, no atual contexto, não se vai poder manter muito mais tempo.
Em breve terão de pegar em mil milhões e comprar uma bateria SAMP/T
Avensis_ad_Vimaris on
Para estas coisas deviamos sempre fazer um referendo: aceita mais investimento militar? Se sim, quanto está disposto a pagar a mais de impostos para investir?
EspinhoWind2 on
Nenhum país no seu perfeito juízo vai gastar um míssil com Portugal quando pode atingir outros alvos na Europa com mais relevância estratégica/mediática
Ser insignificante tens as suas vantagens lol
superarugy on
Enquanto especialista em cabos de travão de ascensores, não estou em condições de dar a minha opinião sobre esta matéria, mas folgo em ver tantos experts por aqui.
the_nowhere_road on
Dava jeito para quando as pu*** das pombas resolvem largar as bombas…
Maximum-Ear5677 on
Então mas se temos defesa contra mísseis de curto alcance também pode ser usado contra mísseis de médio e longo alcance /s
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14 Kommentare
> Portugal tem identificado há vários anos uma das suas fragilidades em termos de defesa e é na defesa antiaérea, ou seja, na protecção contra ameaças vindas do ar. Esta lacuna vai demorar ainda vários anos a ser colmatada, apesar dos sucessivos alertas de chefes militares.
> Portugal dispõe apenas de mísseis de curto alcance, os Stingers, guiados por infra-vermelhos e que atingem alvos a muito baixa altitude, como helicópteros ou drones, confirmou o PÚBLICO junto do Exército. São manobrados por este ramo desde 1994, tendo sido comprados pelo Governo então liderado por Cavaco Silva. O Exército não revela de quantas unidades dispõe actualmente.
> „A este nível de defesa antiaérea, sim, estamos vulneráveis. É muito pouco ou quase nada. Esta vulnerabilidade foi apontada há muito tempo a diversos governos, mas a decisão é uma decisão política“, explica ao PÚBLICO o coronel Carlos Mendes Dias, que foi 2.º Comandante da Escola Prática de Artilharia e é actualmente professor e investigador no Instituto Universitário Militar.
> O ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Nunes da Fonseca, admitia, em entrevista ao PÚBLICO em Dezembro, as dificuldades nesta área.
> „Eu fui chefe do Estado-Maior do Exército de Outubro de 2018 até assumir estas funções. E foi logo uma primeira lacuna que verifiquei. São sistemas muito caros, ultra-sofisticados. Para ter uma ideia, uma bateria Patriotsão cerca de mil milhões de euros. É evidente que a bateria Patriot não entra no cômputo de forças do Exército. Mas tudo o que seja defesa antiaérea e defesa aérea deve ser bem contemplado“, afirmou na altura, acrescentando: „Temos capacidade de defesa a baixas altitudes. Mas a médias e altas altitudes estamos vulneráveis. Assim como está a Ucrânia. Assim como está a maior parte dos países da NATO.“
> A actual Lei de Programação Militar (LMP) prevê um investimento de 5570 milhões de euros, que não dá para cobrir todas as necessidades identificadas pelos chefes militares. „Os cálculos iniciais, antes de chegar ao valor final, eram cerca de 11.000 milhões de euros. Portanto, cerca de metade das necessidades das Forças Armadas ficaram por colmatar. Havia que substituir equipamentos, quer na Marinha, quer no Exército, quer na Força Aérea. Não podemos dizer que negligenciamos a defesa aérea. Mas estava algo distante“, justificava o general Nunes da Fonseca.
> A LPM tem inscrito para este ano um investimento de 45 milhões de euros no capítulo da defesa antiaérea de curto alcance. Segundo o coronel de artilharia Mendes Dias, o Exército deverá receber, nos próximos dois anos, quatro sistemas RapidRanger (mísseis móveis de curto-alcance) e dois radares terrestres de vigilância e aquisição de alvos com capacidade de 100 km. Está ainda prevista a compra de 35 mísseis Starstreak (alcance até 7 km) e quatro mísseis LMN.
> No âmbito do projecto SAFE – Security Action for Europe, instrumento financeiro europeu criado para reforçar a defesa dos países da União Europeia, o Exército tenciona adquirir até 2030 16 sistemas de mísseis canhão que podem ser operados remotamente.
Não existe ameaça direta a portugal nem do médio oriente, nem das Américas, nem de África. Acho que não é uma prioridade. Reforcem antes o orcamento da marinha portuguesa e da guarda costeira, que os chineses volta e meia passeiam-se no território maritimo português.
se o governo l investir nisto toda a gente vai criticar e dizer que o dinheiro devia ser aplicado no sns e na educação e na polícia e na habitação lol
Também não é bem bem assim.
O mais correto de dizer é que o exército português não tem defesa antimíssil de médio e longo alcance.
A Marinha tem mísseis antiaéreos de médio alcance nas fragatas e a Força Aérea tem os F-16 para interceptar drones.
As pombas não contam?
Drones, contam???
Quem vê o futebol, na choupana ao domingo de tarde não acerta nada, e basta ter alguns jogos com claques, que fica tudo resolvido….
Mas, exército português, está bem não temos, mas bases da NATO, também não tem?
Como na Ucrânia, podem ser usados aviões para isso.
Não há uma ameaça atual que justifique a enormidade do investimento.
Como não temos um orçamento ilimitado o foco deve ser para as ameaças concretas e reais.
Como os traficantes de droga que usam as nossas costas com lanchas rápidas e a marinha não lhes consegue fazer frente.
Penso que está situação, no atual contexto, não se vai poder manter muito mais tempo.
Em breve terão de pegar em mil milhões e comprar uma bateria SAMP/T
Para estas coisas deviamos sempre fazer um referendo: aceita mais investimento militar? Se sim, quanto está disposto a pagar a mais de impostos para investir?
Nenhum país no seu perfeito juízo vai gastar um míssil com Portugal quando pode atingir outros alvos na Europa com mais relevância estratégica/mediática
Ser insignificante tens as suas vantagens lol
Enquanto especialista em cabos de travão de ascensores, não estou em condições de dar a minha opinião sobre esta matéria, mas folgo em ver tantos experts por aqui.
Dava jeito para quando as pu*** das pombas resolvem largar as bombas…
Então mas se temos defesa contra mísseis de curto alcance também pode ser usado contra mísseis de médio e longo alcance /s