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    1. O vereador do Chega, Bruno Mascarenhas, garante ter um entendimento com Carlos Moedas para aprovar um apoio financeiro do município que apenas poderá ser usufruído por crianças portuguesas. O acordo para apoiar as famílias que não conseguiram vagas no programa Creche Feliz foi alcançado durante as negociações do orçamento municipal, sendo que a questão da discriminação por nacionalidade foi acordada informalmente. Ao Observador, Carlos Moedas não nega o acordo revelado pelo Chega, mas garante que a lei será cumprida.

      Para justificar o voto favorável no orçamento de Lisboa para 2026, Mascarenhas anunciou ter conseguido acrescentar “um conjunto de medidas do Chega” à proposta inicial de Moedas. Sem influenciar a distribuição das dotações orçamentais, os vereadores do Chega acabaram por juntar quatro propostas suas às grandes opções do plano — o texto político que acompanha o orçamento municipal.

      Uma dessas medidas ficou descrita como “apoiar as famílias lisboetas na adesão ao programa Creche Feliz”, um programa governamental que subsidia os agregados familiares que não arranjarem vagas na rede pública de creches. No entanto, ao Observador, Bruno Mascarenhas revela que este apoio não estará disponível para famílias com crianças que não tenham nacionalidade portuguesa. “O texto não diz isso concretamente, mas depois fiz questão de frisar que o que estava subentendido é um apoio financeiro às famílias para crianças portuguesas que não obtiveram vaga no Creche Feliz”. Ou seja: existe um compromisso político, não escrito, que assim o exige.

    2. Lamento, mas nunca vou concordar que crianças de fora sejam discriminadas no acesso a apoios

      Deveria ser claro, direitos e obrigações iguais para todas as crianças em igual situação

      Independentemente da opinião que cada um tenha sobre a imigração, são crianças estão cá e devem ser tratadas com respeito e a sentirem-se também Portuguesas

      Sobre Moedas, nem é necessário dizer mais nada, é um sonso do pior que existe – Eu adorava que o Moedas dissesse se acharia bem que a sua filha e esposa (que não são católicas como a maioria da população) fossem excluídas de apoios

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