Admirava-me era se a UGT tomasse uma posição forte contra o governo
kubodegelo on
Isto é completamente absurdo na minha opinião. O código do trabalho português é, em grande parte, um exercício de populismo irrealista. Nos mais de 500 artigos, tens artigos que proíbem uma coisa – para os trabalhadores ficarem todos contentes – e depois tens meia dúzia de artigos a regular a forma como essa coisa se pode fazer. Ninguém cumpre com o que se considera “os direitos laborais em Portugal”. A começar pelo próprio governo, passando pelas autarquias, serviços do estado, e acabando nos partidos que rasgam as vestes em nome dos trabalhadores, e nos próprios sindicatos.
Toda a gente sabe que o que promete é inexequível, e no entanto são todos uns cobardes sem coragem para dizer que é inexequível. E então fazem-se estas coisas em que é assim, mas se calhar não é, e se calhar é antes assim, mas afinal pode ser antes assim. Que deixam o próprio ACT, para não mencionar empresas, trabalhadores, advogados, e juizes sem saberem exactamente com que linhas se coser porque a lei diz tudo e o seu contrário.
Em vez de termos uma discussão séria sobre o assunto. Anda-se para aqui a tentar atirar areia para os olhos uns dos outros.
Ainda agora ando a ter uma discussão com alguém, que defende os direitos laborais com unhas e dentes, considera o que o governo está a fazer como um ataque aos direitos dos trabalhadores, e quer ir trabalhar para os EUA. WTF?
Desculpem-me mas não existe qualquer seriedade nem honestidade na discussão dos direitos laborais em Portugal. Existem pessoas que não fazem a ponta de um corno, que não podem ser despedidas, ao mesmo tempo que tens pessoas que trabalham por 2 ou 3, sem terem o salário ou direitos correspondentes. Não existe equidade no mercado laboral português. E essa falta de equidade é promovida antes de mais pela própria legislação laboral que é feita mais a pensar em votos, que outra coisa qualquer.
pedroomessias on
A UGT a ter sensatez e a pessoa adulta na sala.
Este governo dá tiros nos pés, nos dos próprios e no da restante população, e depois culpa os outros de fazerem greve, que é um direito, para contestarem o atropelo aos direitos do trabalho que está a ser feito.
Interesting_Block886 on
UGT, que tem como fundador um antigo deputado do PS. Deviam é acabar com este sindicato de parasitas que mais uma vez prova, que só serve como uma arma para defender agendas de certos partidos de esquerda
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4 Kommentare
Admirava-me era se a UGT tomasse uma posição forte contra o governo
Isto é completamente absurdo na minha opinião. O código do trabalho português é, em grande parte, um exercício de populismo irrealista. Nos mais de 500 artigos, tens artigos que proíbem uma coisa – para os trabalhadores ficarem todos contentes – e depois tens meia dúzia de artigos a regular a forma como essa coisa se pode fazer. Ninguém cumpre com o que se considera “os direitos laborais em Portugal”. A começar pelo próprio governo, passando pelas autarquias, serviços do estado, e acabando nos partidos que rasgam as vestes em nome dos trabalhadores, e nos próprios sindicatos.
Toda a gente sabe que o que promete é inexequível, e no entanto são todos uns cobardes sem coragem para dizer que é inexequível. E então fazem-se estas coisas em que é assim, mas se calhar não é, e se calhar é antes assim, mas afinal pode ser antes assim. Que deixam o próprio ACT, para não mencionar empresas, trabalhadores, advogados, e juizes sem saberem exactamente com que linhas se coser porque a lei diz tudo e o seu contrário.
Em vez de termos uma discussão séria sobre o assunto. Anda-se para aqui a tentar atirar areia para os olhos uns dos outros.
Ainda agora ando a ter uma discussão com alguém, que defende os direitos laborais com unhas e dentes, considera o que o governo está a fazer como um ataque aos direitos dos trabalhadores, e quer ir trabalhar para os EUA. WTF?
Desculpem-me mas não existe qualquer seriedade nem honestidade na discussão dos direitos laborais em Portugal. Existem pessoas que não fazem a ponta de um corno, que não podem ser despedidas, ao mesmo tempo que tens pessoas que trabalham por 2 ou 3, sem terem o salário ou direitos correspondentes. Não existe equidade no mercado laboral português. E essa falta de equidade é promovida antes de mais pela própria legislação laboral que é feita mais a pensar em votos, que outra coisa qualquer.
A UGT a ter sensatez e a pessoa adulta na sala.
Este governo dá tiros nos pés, nos dos próprios e no da restante população, e depois culpa os outros de fazerem greve, que é um direito, para contestarem o atropelo aos direitos do trabalho que está a ser feito.
UGT, que tem como fundador um antigo deputado do PS. Deviam é acabar com este sindicato de parasitas que mais uma vez prova, que só serve como uma arma para defender agendas de certos partidos de esquerda