
Die Zahl der von ihren Kindern angegriffenen Eltern ist in den letzten Jahren gestiegen, 2.800 haben APAV um Hilfe gebeten
https://sapo.pt/artigo/numero-de-pais-agredidos-pelos-filhos-aumentou-nos-ultimos-anos-2-800-pediram-ajuda-a-apav-68f5d68be765e8baf2c51f92
Von Castro_Laboreiro
11 Kommentare
videojogos e redes sociais levam a alienação emocional.
Grande novidade.
Se se preocupassem com o número de professores e assistentes agredidos (verbal e fisicamente – directamente no recinto escolar e indirectamente fora [fica sempre fora dos estudos]) percebiam que existe um problema geracional.
Muitas das vezes são os próprios ascendentes a participar das agressões. Depois queixam-se … (temo que as lamúrias subiram de tom porque foi uma política a vítima).
Mau… Então não eram os imigrantes que agrediam toda a gente ?
Ou são os filhos imigrantes que agridem os pais imigrantes porque os trouxeram para Portugal ?
Qualquer dia ainda dizem que a maior parte da violência na sociedade é dentro da família e há aí umas criaturas que ficam sem discurso…
* Disclaimer, não tenho filhos.*
Vejo muitos amigos, que são pais que parece sofrerem do síndrome *querer ser o melhor pai/mãe do mundo*, então invés de serem pais, são os melhores amigos dos filhos!
Literalmente, não conseguem criar e manter rituais e regras… Já vi situações em que os filhos deles lhes batem (não a brincar) e eles ou nem reagem ou até se riem…
Ser pai/mãe é acima de tudo, ser uma entidade reguladora, que permite ao indivíduo crescer, aprender e gerir o seu corpo, o seu quotidiano, as suas relações interpessoais. Educação é dar amor, cuidar com carinho e paciência e dar limites.
Os melhores amigos, eles podem arranjar muitos ao longo da vida, pais só há aquele casal.
Se o adulto permite tudo, se não há respeito pelos mais velhos, se não existem regras…. Existe uma falta de limites que vai ter consequências nefastas na vida desta pessoa em construção.
Não estamos a preparar o indivíduo para a vida. Estamos a proporcionar-lhe uma vida fácil, numa espécie de redoma, que não vai existir para sempre. Spoiler: a vida tem momentos chatos, aborrecidos, irritantes, frustrantes.
Saber lidar emocionalmente com a frustração de não ter o brinquedo que queremos é muito importante. Saber dizer não, é crucial. Saber dar ao filho autonomia, dentro do que é suposto para a sua idade, é também incrivelmente importante.
Assiti a uma cena há uns tempos: uma menina que tinha 7 meses e a mãe deu-lhe banho, depois de a secar colocou-lhe 3 babygrows de cores diferentes à frente dela e pedia-lhe para escolher qual deles ela queria. * A mãe queria que a filha escolhesse o seu babygrow! *
Claro que a menina não percebia o que era suposto ela escolher…claro que depois ela escolhia e depois não queria o que tinha escolhido e fazia birra. A menina tinha 7 meses…!!!! Naquele caso não há escolha, é o babygrow que a mãe agarrar e pronto.
Não é suposto fazer tudo à vontade da bebé sem a noção do seu estadio de desenvolvimento.
Os primeiros anos de vida não servem para as crianças escolherem o que querem ou não vestir.
A partir dos 7/10 anos, é completamente diferente…
Tenho por outro lado, o exemplo de uma amiga (formada em psicologia) que tem um filho de 4 anos. O menino é incrível. Extremamente educado, brinca sem gritar, come, dorme às horas estipuladas, tem regras e tem de as cumprir sempre (haja visitas em casa ou não).
Não existem brinquedos espalhados pela casa. Para a sala ele só pode trazer um brinquedo de cada vez, para brincar naquele espaço e depois arruma-o.
No quarto dele tem os brinquedos dele arrumados e quando termina, volta a colocar no mesmo lugar. Ele faz isto já em piloto automático. Ele tem tudo organizado nas caixas e prateleiras e isto, organiza-o internamente também….Porque ele sabe onde estão as coisas, sabe onde as procurar.
Outro bom exemplo é a televisão. Naquela casa, só há uma televisão com os tipicos 4 canais. Não há desenhos animados on demand. Há horários.
Há horários para se ver desenhos animados. Mas quando o adulto quer ver o seu programa de televisão, o adulto tem precedência. O telejornal etc, é o programa que o adulto quer ver e a criança tem de aturar aquilo, se quiser ver também.
Depois toda a gente lhe pergunta como é que ele sabe vocabulário como: „película aderente“, e a resposta é: o menino está exposto a vocabulário que outras crianças habitualmente não estão. Depois ele ouve uma palavra adulta que não conhece e pergunta o que quer dizer.
O que vejo habitualmente é as crianças determinarem o que elas querem ver e o adulto sujeita-se ao desenho animado escolhido, como se a casa não fosse a sua, como se ele ali fosse um mero servo da vontade da criança.
-> Relembro que é a criança que tem de ser educada!! Compreender as hierarquias.
Não é „bater no pai que é muito engraçado“, mas que um dia deixa mesmo de ter piada!!
Portanto sim, nada nesta noticia me espanta e aos pais que querem ser os melhores amigos dos seus filhos: desculpem lá, esse não é o vosso papel.
Não se trata aqui de dificultar a vida aos filhos, ou fazer-lhes a vida num inferno. Mas dar tudo e fazer tudo por eles é a PIOR coisa que se pode fazer. Rituais são rituais. Regras são regras. Educação e respeito para com os mais velhos é educação elementar.
Os filhos vão por seu turno, procurar sempre esticar os limites, é normal isso acontecer. Mas os pais não podem ceder só porque o filho a seguir faz birrinha…
Não é não. Eu também quero um Ferrari!!!
/rant
2801 se adicionarem o u/MaximumPollution6720
Cortem os Discords e Telegrams aos putos e vão ver que o número de agressões desce.
Os pais querem ser amigos, não querem ter autoridade e a autoridade foi-se retirada com a tanga de que não se pode bater. Depois querem estar nas redes sociais e desde muito novos metem um telemóvel frente aos filhos, não lhes educam a saber o que é rejeição e a levar um não. É tudo na hora.
Os pais têm que saber meter os filhos no seu lugar e manter a distancia dos mesmos para garantir a autoridade, os pais não são amiguinhos, são quem faz as regras e que as mesmas sejam cumpridas, custe o que custar. Quando as regras são violadas, tem que haver consequências e não coitadinhos. E obviamente os pais também têm de dar o exemplo.
O respeito e a educação pelos pais, professores, autoridade etc é coisa do passado, infelizmente.
„Cynthia Silva, criminóloga na APAV, apontou que este aumento „pode significar que há mais vítimas a procurarem o apoio da APAV““
Não façamos uma tempestade num copo de água que agressões sempre houve.
Infelizmente para muito filho degenerado a velhice dos pais torna-se chata mas o dinheiro da reforma apetecível.
Cada vez mais sei de casos em que pais dão tudo e se endividam para ajudar os filhos a ter uma vida muito acima das possibilidades. E quando seca a fonte o que recebem de volta invés de agradecimento é um par de estalos.
Bem, há uma realidade que não é diretamente falada no texto, mas que infelizmente acontece, e aí é a culpa da sociedade que não oferece soluções para estes casos.
Muitos idosos quando envelhecem, sejam por problemas de demência ou alzheimer – mas a maioria deles apenas porque ganham esse prazer em ser maus – tornam-se pessoas muito violentas e agressivas.
Eu tive aqui na minha zona o caso de uma senhora que ficou quase 10 anos a viver com a mãe, em que o estado dela ia se degradando a olhos vistos, ao ponto de morder a filha, partir coisas, cuspir comida e os medicamentos que a filha lhe dava. E apesar de toda a tortura psicológica e física que a filha recebia o que as pessoas diziam era só „ah a tua mãe já está velhinha, contadinha é normal. Deixa lá!“
Ela esteve anos à espera de uma vaga num lar do Estado, porque a reforma da mãe não chegava, nem de perto nem de longe, para um lar privado. Há também casos (como os dos meus pais) que recusam qualquer ajuda e muita gente diz „ah se os pais não querem ajuda das instituições, os filhos que sigam com a vida deles, que já fizeram o que podiam“: mas quem é que consegue simplesmente tornar-se independente dos pais, alugar um estúdio qualquer, com os ordenados que se ganha, e com os preços a que estão as rendas? Não são todos.
Também já conheci casos em que, até conseguir uma vaga no centro de dia, o filho tinha que deixar o pai em casa sozinho, porque se deixasse o trabalho, quem ia pagar as contas?
Neste caso na minha zona, a filha sempre teve muita paciência com a mãe. Mas acredito que nem toda a gente consiga ter. Aliás, quando vou dormir a casa dos meus pais, já vejo que para aguentar o mau génio e a agressividade deles, paciência de santo não chega.
Acho que já não há ninguém neste país que não tenha entendido que o país vai envelhecer cada vez mais e as pessoas a viver por mais anos, e os velhos estarão cada vez por mais tempo agressivos e difíceis de controlar.
Agora… porque não se constroem mais valências e se dão mais apoios para tratar convenientemente destas pessoas, gostava de saber.
PS: não estou a desculpar qualquer maus-tratos contra pais, mas apenas a expor uma situação em que o estado e nós como sociedade já devíamos ter agido, e pouco ou nada se fez…