
"Die strukturelle Erklärung liegt auch im Angebot an neuem Wohnraum. Während in der OECD zwischen 2017 und 2023 durchschnittlich 5,5 neue Wohnungen pro tausend Einwohner und Jahr gebaut wurden, erreichte Portugal 2,1. Dieses Baudefizit wird durch institutionelle Faktoren verschärft: langsame kommunale Genehmigungen, städtische Starrheit, Knappheit an Infrastrukturflächen und Steuerbelastung des Sektors (Mehrwertsteuer auf das Baugewerbe, Stempelsteuer, IMT und IMI). Im Gegensatz dazu haben Länder wie Irland, Dänemark oder die Niederlande eine selektive Steuerpolitik und eine agile Stadtplanung kombiniert, was eine Anpassung des Angebots ermöglicht und so den Preisdruck eindämmt.
Zu all dem müssen wir noch die Auswirkungen der Migrationsströme hinzufügen. Seit 2016 ist die Zahl der im Land lebenden Ausländer um 180 % gestiegen, verglichen mit 40 % im OECD-Durchschnitt. Während es der nationalen Wohnungspolitik nicht gelang, die Zugänglichkeit für Einwohner zu gewährleisten, förderte der Staat paradoxerweise die externe Nachfrage, die den lokalen Markt durch eine unregulierte Migrationspolitik und Programme zur Förderung des Immobilienerwerbs durch Nichtansässige aufblähte.
Wie wir wissen, wäre der Aufwärtstrend der Preise nachhaltig gewesen, wenn das Land gleichzeitig die Produktivität und das Wohnungsangebot gesteigert hätte. Aber das Gegenteil ist nicht eingetreten: Die Arbeitsproduktivität Portugals liegt weiterhin 40 % unter dem OECD-Durchschnitt, und die privaten Investitionen außerhalb des Wohnungsbaus blieben dürftig und lagen bei rund 17 % des BIP, deutlich unter dem europäischen Durchschnitt von 22 %. Anstatt also Ersparnisse und Investitionen in produktive Aktivitäten zu lenken, wandelte die portugiesische Wirtschaft sie in Vermögenswertsteigerungen und die Schaffung von Immobilienbeständen für den touristischen Konsum um. Das Ergebnis ist ein scheinbarer, aber strukturell fragiler Wachstumszyklus."
Portugal fora de preço: Quando o trabalho paga o triplo e a casa vale o quádruplo
Von SantoInverno
10 Kommentare
>o trabalho paga o triplo
Comedy is legal again
Todo o artigo é muito interessante, baseado em números
Penso que os problemas identificados sejam consensuais e as soluções propostas idem. Aconselho vivamente a leitura do artigo na íntegra.
Está na altura de reverter o enorme aumento de impostos do Vítor Gaspar. A troika já foi embora.
Então a solução não é subir salários por decreto como muitos defendem aqui no sub? /s
O trabalho paga o triplo desde quando ? 1980?
Bom artigo, acho que bate em todos os pontos certos
Impostos progressivos para cada habitação a partir de HPP e taxar fundos imobiliários muito alto
Problema resolvido
Acho que o artigo acerta em cheio no diagnóstico.
Mas isto não se resolve apenas com “menos impostos” ou “mais construção”. Há problemas estruturais que exigem uma abordagem global.
Das medidas apresentadas, algumas até fazem sentido, mas há outras que provavelmente não são as mais eficazes. E muitas são de implementação prática bastante complicada.
É preciso um esforço conjunto de todos e uma visão integrada. Se cada setor ou o governo tentar resolver cada problema de forma isolada, vamos continuar a tapar buracos em vez de resolver os problemas de fundo.
A habitação precisa de um trabalho conjunto dos liberais e da esquerda, têm aqui na habitação a oportunidade perfeita para destruir o PSD, PS e CH se souberem meter o orgulho de lado.
Por um lado a agilização de processos e a parte fiscal, por outro a parte social e de regulação do mercado. Se ambas as partes souberem ceder e conversar, cria-se uma nova força política mista que vai com certeza ganhar apoio e admiração dos eleitores e do povo.
Mas isto claro, numa democracia que realmente é madura e a favor do povo.
Interessante como o autor não consegue evitar o verter de veneno burro: „Portugal é o quarto país mais caro do ranking, superado apenas por Rússia (o comunismo nunca funcionou) e dois microestados: Singapura e Hong Kong.“
A Rússia, desde que existe um mercado de imobiliário, não é um regime comunista, muito pelo contrário. O cérebro deste cavalheiro está preso nos anos 80.