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    5 Kommentare

    1. Estava a epnsar que ia ser um bola de natfalina e asustei me qd ele levou aquilo à boca

    2. Sei que ele é humorista, mas também que há uma crítica real subjacente na piada. O que posso dizer é que se alguém coloca „a vida nas mãos do Chatgpt“, o problema é dessa pessoa, não do Chatgpt. Se alguém vai beber lixívia, o problema é dessa pessoa, não da lixívia. Se alguém mastiga uma carpete, o problema é da pessoa, não da carpete.

      Sim, o Chatgpt pode dar-te informações incorretas. Isso significa que o Chatgpt é…tal e qual uma pessoa? É que as pessoas estão regularmente erradas e dão regularmente informações corretas umas às outras.

      A sociedade, no geral, em todo o lado, vive muito apegada à ilibação de responsabilidade pessoal. Nós gostamos de responsabilizar os outros pelas más decisões que tomamos, e queremos mecanismos que nos ajudem a transferir essa responsabilidade para outra pessoa.

      No outro dia estava aqui não sei quem a dizer que vendeu algo por menos do que supostamente vale, então tem andado a gastar milhares de euros em advogados para tentar reverter isso. Tomou uma má decisão, mas quer transferir a responsabilidade para outrem.

      Eu até não me importava que as pessoas fossem salvas da sua própria ignorância, desde que fossemos coerentes quanto a isso. Não podemos ser salvos só numas situações, e noutras a ignorância ou manipulação que sofremos deixa de importar. A lei diz-te que o desconhecimento da mesma não é desculpa. Não podes dizer que não conhecias a lei e ser perdoado. Mas podes fazer um mau negócio e revertê-lo?

      A sociedade não consegue operar devidamente se podemos simplesmente dizer „não sabia“ ou „fui manipulado“. Pode-se anular tudo dessa forma.

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