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    3 Kommentare

    1. Isto não é um problema apenas de Portugal, muitos países na UE têm o mesmo problema básico de agências de imigração incapazes de responder dentro do tempo que a lei obriga, resultando em processos em tribunal para forçar uma resposta. 

      Voltando à realidade Portugal, os imigrantes, ricos ou pobres, de Inglaterra ou Paquistão, precisam de ter documentos emitidos a horas,  número de contribuintes, certificados de residência, etc etc. tem graves consequências na vida das pessoas.  Um amigo meu na empresa tiveram de despedir pessoas competentes porque “o papel” não chegava e era um grande risco estarem andar empregos a ilegais, apesar de saberem que não são ilegais no verdadeiro sentido da palavra, apenas ilegais porque o estado português não consegue emitir os documentos a tempo. 

      E este antro de burocracia completamente incapaz de responder agora está a resultar em processos em tribunal fazendo a justiça ainda mais lenta. 

      Nem sei qual seria a solução neste caso, este governo herdou um problema grave do anterior executivo, anunciou medidas o ano passado para melhorar a situação mas parece que nada funciona. 

    2. Alguemdiepolitics on

      É evidente que a administração pública do Estado falha repetidamente no cumprimento das suas funções mais elementares, levando muitos cidadãos a recorrer ao Poder Judicial para resolver problemas que deviam ter solução rápida e simples. Esta é a imagem típica de um Estado enredado numa burocracia pesada, incapaz de prestar serviços de forma eficiente porque, no fundo, serve os interesses da classe dominante capitalista e não os da maioria trabalhadora.
      A situação ganha um toque extra de ironia quando vemos juízes a afastarem qualquer tipo de responsabilidade, justificando que apenas asseguram o funcionamento do sistema dentro dos limites das falhas administrativas. No fim, isso só confirma que o Poder Judicial não é, de facto, independente do Estado ou da estrutura económica, mas parte integrante dela.
      E, por mais que se fale em reformas técnicas, é ilusório pensar que isso resolverá o problema sobretudo porque a raíz da questão está muito além da mera técnica.

    3. VicenteOlisipo on

      Pelo titulo pensei que fosse a AIMA ou os estrangeiros a usarem LLMs para tratar de processos. Afinal são situações que os juízes consideram „artificiais“ no sentido de nem serem um verdadeiro conflito, é „apenas“ uma questão de forças a AIMA a fazer o mais elementar do seu trabalho: agendar atendimentos, emitir documentos a que as pessoas têm direito, etc.

      Noto também que está toda a gente assumir que a AIMA tem estas falhas por falta de capacidade de trabalho, mas isso é apenas uma parte do problema. Por experiência com a administração pública diria que outra parte é o medo que os funcionários públicos têm de decidir em tudo o que varie 0,01% do que estão à espera, e por experiência com o SEF diria que outra parte ainda é aquilo estar cheio de malta que vai para lá aproveitar-se da posição de poderzinho para mandar na vida dos outros, sabendo que os estrangeiros têm menos capacidade de conhecer a lei e de se defenderem.

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