A música não é sexualizada e misógina. As letras é que podem ser.
Temos de começar a distinguir «música» de «letra» – e constataremos que 99% da música que ouvimos é uma merda (desde o fado até ao «funk» brasileiro). A começar pelo «rap» que não tem música quase nenhuma.
Boa música compunha o Stravinsky, o Lopes-Graça, o Ravel, o Miles Davis, o Charles Mingus – compositores a sério. As coisas que passam na rádio hoje em dia são só ruído de fundo.
A mim, preocupa-me mais a pobreza musical do que os disparates que eles para lá dizem. Até podiam estar a cantar sobre plantar couves, desde que a música fosse boa.
„Ponho o carro, tiro o carro, há hora que eu quiser
Que garagem apertadinha, que doçura de mulher
Tiro cedo e ponho à noite, e às vezes à tardinha
Estou até mudando o óleo na garagem da vizinha!
Só que o meu possante carro, tem um bonito atrelado,
Que eu uso pra vender cocos e ganhar mais um trocado
A garagem é pequena, o que é que eu faço agora?
O meu carro fica dentro, os cocos ficam de fora!
A minha vizinha é boa, da garagem vou cuidar
Na porta mato cresceu, dei um jeito de cortar!
A bondade da vizinha, é coisa de outro mundo
Quando não uso a da frente, uso a garagem do fundo!“
„Hoje sou homem e arranjei uma cabritinha
E passo o dia a mamar
Nos peitinhos da Fofinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da Cabritinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha
Mamo à hora que eu quero porque a cabrita é minha.“
„Às vezes até à noite
É de gatas que acabo a falar
Pode até parecer estranho
Mas não tenho culpa de gostar
É de gatas, é de gatas que eu gosto
É de gatas, é de gatas, sim senhor
É de gatas, é de gatas que eu gosto
Se não acreditam perguntem ao meu amor
É de gatas, é de gatas que eu gosto
É de gatas, é de gatas, sim senhor
É de gatas, é de gatas que eu gosto
Se não acreditam perguntem ao meu amor
Às vezes fico arranhada
Mas eu não me importo não Meu amor até brinca comigo“
E isto passa em toda a festa de aldeia ou festival pt, crianças pelo menos no meu tempo incentivadas a cantar a alto e bom som.
Entre a nossa cultura e a cultura Americana nem tiveram hipóteses, pobres coitados.
Low_Investigator_406 on
mentira não é, é cada degredo
Brazuka_txt on
99% do Brasil odeia funk, é uma valente merda
Asaro10 on
Funk brasileiro é a definição de lixo musical
VicenteOlisipo on
Desgosto profundamente de Funk Brasileiro. Quase tanto como desgosto de pânicos morais requentados de quando eu era puto.
Sardinha42 on
Tanta música boa que o Brasil tem. Tinha que ser logo aquela que mete crianças em idade de escola a sentar o cu no chão a ser importada. Agora, tem que ser os brasileiros cá a criticar isto também. Porque se nós começarmos a falar muito disto, ainda nos mandam a pedra do ismo para cima. Se até os brasileiros acham isto um problema, meus irmãos, é altura de falarem disso. Mas falarem alto. Porque nós, os tugas, vamos ser empurrados para baixo se tentarmos.
Theyseemetheyhatin on
Lixo.
SecretPT90_reborn on
#TIRO O CARRO PONHO O CARRO, À HORA QUE EU QUISER
#QUE GARAGEM APERTADINHA, QUE DOÇURA DE MULHER
Que bela poesia Enquanto todos „dançam“ num comboio a roçar uns nuns outros…
TellOtherwise3697 on
Seria interessante arranjar o artigo completo, por sinal. Se alguém conseguir…
pangecc on
Procurem por artigos e críticas nos anos 00’s do mundo segundo, dialema, valete etc… qualquer semelhança é mera coincidência.
Weak-Introduction665 on
Curiosamente, da minha experiência, são os portugueses (pais e auxiliares) que expõem as crianças a estas músicas. Na escola da minha filha, no ATL, os auxiliares colocam estas músicas a dar no recreio numa coluna ou usam nas aulas de dança, etc. E em festas de anos, os pais também as põem e todos sabem a letra (pais e crianças). E estamos a falar de portugueses, não são brasileiros. A minha filha ficou a conhecer algumas destas músicas/letras através desses ambientes que referi.
Potential_Lead8805 on
Porque a musica portuguesa é super a favor da emancipação da mulher, juro joca
SuperMommy37 on
Malta que não cresceu a ouvir Da Waesel, por exemplo…
SnowGlum2410 on
Odeio Funk. Mas defendo o seu direito a existência, nunca se esqueçam que quem advoca por censurar a sociedade nunca vai parar só nas coisas que vocês não gostam ou odeiam como o Funk. Primeiro o Funk, depois os jogos, depois os filmes, depois hábitos da sociedade e depois direitos, o Funk é só o primeiro porque é o alvo fácil.
EmotionalRoll5467 on
Não só o funk como o pimba.
el_Bosco1 on
Quão diferente é mesmo o funk brasileiro no que concerne à sexualização e misoginia do rap/hip hop/r&b americano que se andou a ouvir até à exaustão nas últimas duas décadas? A diferença é que era em ingles.
Isto tresanda àquilo que já sabemos.
Upbeat_Parking_7794 on
Tiktoks e afins devem ser proibidos a crianças. Os meus filhos não têm acesso a nenhuma rede social. Não autorizo a instalação em nenhum equipamento deles e bloqueei por DNS o acesso.
Resultado? Ontem à noite tive que me chatear com um deles para parar de ler um livro e jantar. Ou tenho que discutir a guerra na Ucrânia com o mais velho (que às vezes fica preocupado que a guerra chegue aqui), que lê sobre isso em sites de notícias reais.
O que se chama um bom problema.
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19 Kommentare
A música não é sexualizada e misógina. As letras é que podem ser.
Temos de começar a distinguir «música» de «letra» – e constataremos que 99% da música que ouvimos é uma merda (desde o fado até ao «funk» brasileiro). A começar pelo «rap» que não tem música quase nenhuma.
Boa música compunha o Stravinsky, o Lopes-Graça, o Ravel, o Miles Davis, o Charles Mingus – compositores a sério. As coisas que passam na rádio hoje em dia são só ruído de fundo.
A mim, preocupa-me mais a pobreza musical do que os disparates que eles para lá dizem. Até podiam estar a cantar sobre plantar couves, desde que a música fosse boa.
[a minha música sexual favorita ](https://youtu.be/7XQDbLrWNpw?feature=shared)
„Ponho o carro, tiro o carro, há hora que eu quiser
Que garagem apertadinha, que doçura de mulher
Tiro cedo e ponho à noite, e às vezes à tardinha
Estou até mudando o óleo na garagem da vizinha!
Só que o meu possante carro, tem um bonito atrelado,
Que eu uso pra vender cocos e ganhar mais um trocado
A garagem é pequena, o que é que eu faço agora?
O meu carro fica dentro, os cocos ficam de fora!
A minha vizinha é boa, da garagem vou cuidar
Na porta mato cresceu, dei um jeito de cortar!
A bondade da vizinha, é coisa de outro mundo
Quando não uso a da frente, uso a garagem do fundo!“
„Hoje sou homem e arranjei uma cabritinha
E passo o dia a mamar
Nos peitinhos da Fofinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da Cabritinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha
Eu gosto de mamar
Nos peitos da cabritinha
Mamo à hora que eu quero porque a cabrita é minha.“
„Às vezes até à noite
É de gatas que acabo a falar
Pode até parecer estranho
Mas não tenho culpa de gostar
É de gatas, é de gatas que eu gosto
É de gatas, é de gatas, sim senhor
É de gatas, é de gatas que eu gosto
Se não acreditam perguntem ao meu amor
É de gatas, é de gatas que eu gosto
É de gatas, é de gatas, sim senhor
É de gatas, é de gatas que eu gosto
Se não acreditam perguntem ao meu amor
Às vezes fico arranhada
Mas eu não me importo não Meu amor até brinca comigo“
E isto passa em toda a festa de aldeia ou festival pt, crianças pelo menos no meu tempo incentivadas a cantar a alto e bom som.
Entre a nossa cultura e a cultura Americana nem tiveram hipóteses, pobres coitados.
mentira não é, é cada degredo
99% do Brasil odeia funk, é uma valente merda
Funk brasileiro é a definição de lixo musical
Desgosto profundamente de Funk Brasileiro. Quase tanto como desgosto de pânicos morais requentados de quando eu era puto.
Tanta música boa que o Brasil tem. Tinha que ser logo aquela que mete crianças em idade de escola a sentar o cu no chão a ser importada. Agora, tem que ser os brasileiros cá a criticar isto também. Porque se nós começarmos a falar muito disto, ainda nos mandam a pedra do ismo para cima. Se até os brasileiros acham isto um problema, meus irmãos, é altura de falarem disso. Mas falarem alto. Porque nós, os tugas, vamos ser empurrados para baixo se tentarmos.
Lixo.
#TIRO O CARRO PONHO O CARRO, À HORA QUE EU QUISER
#QUE GARAGEM APERTADINHA, QUE DOÇURA DE MULHER
Que bela poesia Enquanto todos „dançam“ num comboio a roçar uns nuns outros…
Seria interessante arranjar o artigo completo, por sinal. Se alguém conseguir…
Procurem por artigos e críticas nos anos 00’s do mundo segundo, dialema, valete etc… qualquer semelhança é mera coincidência.
Curiosamente, da minha experiência, são os portugueses (pais e auxiliares) que expõem as crianças a estas músicas. Na escola da minha filha, no ATL, os auxiliares colocam estas músicas a dar no recreio numa coluna ou usam nas aulas de dança, etc. E em festas de anos, os pais também as põem e todos sabem a letra (pais e crianças). E estamos a falar de portugueses, não são brasileiros. A minha filha ficou a conhecer algumas destas músicas/letras através desses ambientes que referi.
Porque a musica portuguesa é super a favor da emancipação da mulher, juro joca
Malta que não cresceu a ouvir Da Waesel, por exemplo…
Odeio Funk. Mas defendo o seu direito a existência, nunca se esqueçam que quem advoca por censurar a sociedade nunca vai parar só nas coisas que vocês não gostam ou odeiam como o Funk. Primeiro o Funk, depois os jogos, depois os filmes, depois hábitos da sociedade e depois direitos, o Funk é só o primeiro porque é o alvo fácil.
Não só o funk como o pimba.
Quão diferente é mesmo o funk brasileiro no que concerne à sexualização e misoginia do rap/hip hop/r&b americano que se andou a ouvir até à exaustão nas últimas duas décadas? A diferença é que era em ingles.
Isto tresanda àquilo que já sabemos.
Tiktoks e afins devem ser proibidos a crianças. Os meus filhos não têm acesso a nenhuma rede social. Não autorizo a instalação em nenhum equipamento deles e bloqueei por DNS o acesso.
Resultado? Ontem à noite tive que me chatear com um deles para parar de ler um livro e jantar. Ou tenho que discutir a guerra na Ucrânia com o mais velho (que às vezes fica preocupado que a guerra chegue aqui), que lê sobre isso em sites de notícias reais.
O que se chama um bom problema.