> (…) A Carris tinha, até 2007, uma equipa de 24 homens dedicados à manutenção dos ascensores da Glória, do Lavra, da Bica e de Santa Justa, revelou esta sexta-feira o jornal ‘Público’. (…) Durante o turno, eram verificados os cabos: um dos trabalhadores calçava as luvas e deixava deslizar o cabo entre as mãos e contava quando um fio solto picava a luva – se houvesse três ocorrências num metro de cabo, era dada ordem para parar o elevador.
> **No entanto, a partir do momento em que a Carris contratou a atividade de manutenção externamente, o número de funcionários reduziu-se de 24 para seis pessoas afetas ao trabalho.**
> (…) entre os funcionários da Carris havia a percepção de que o Elevador da Glória não funcionava na perfeição, sobretudo devido a problemas de sobrecarga. Um dos sintomas era o facto de as cabinas baloiçaram mais do que antigamente e havia um ‘chocalhar’ no funcionamento do elevador. Houve queixas dos guarda-freios sobre as folgas do cabo (…)
Lá vem o pessoal do PSD dizer que isto é aproveitamento político.
YCaramello on
> até 2007
Passos dar um suspiro de alívio.
Oh pá isto já mete um bocado de nojo das narrativas que praí andam, o raio do elevador já andava a quase duas décadas com seja qual for a equipa e seja qual for o procedimento de inspeção e manutenção, foi um acidente de merda num equipamento que ja tinha o que? Quase 150 anos? A culpa é da física e do azar.
Live-Confection6859 on
O problema foi quando a Carris passou para a autarquia de Lisboa vinda do Estado. A Carris tem de voltar ao Estado, onde estão o Metro de Lisboa e Carris Metropolitana por exemplo.
bernoit on
Manutenção e inspecção não são sinónimos.
TheNewl0gic on
Mas existe alguma dúvida que a inspeção e manutenção não era a suficiente para impedir o desfecho final …. ?
InRecovering on
É óptimo ver-se que se continuam a fazer „notícias“ com suposições em vez de se esperar que saia o relatório pelas entidades competentes, que pelo menos o que li não detectaram problemas no cabo em si. E o aproveitamento político também tem muito que se lhe diga porque quando os serviços de manutenção passaram para privados em 2007 o presidente da câmara de Lisboa era o António Costa. Apelar a bom senso nos tempos que correm parece ser pedir muito, mas sinto muito pelas famílias que para além de perderem entes queridos têm depois de assistir a este circo de especulação.
FMSV0 on
Dass estava 24 horas por dia em manutencao?
Sandy-Balls on
Se há coisa que este acidente expõe, é a fraca qualidade do jornalismo em portugal.
E já agora, depois das 24 horas por dia de manutenção, quantas sobram para a operação do aparelho?
masterpt on
Pois, aquando da data de tragédia da ponte de entre-os-rios muito se falou e se disse que a ponte era „velha e sem manutenção/reparação“ para mais tarde se concluir que as excessivas e abusivas recolhas de areia do rio provocaram a queda da ponte
Expensive-Article123 on
O costume. Alguém mamou o guito e não fez um caralho. Foi só facturar. Sinceramente, acho que é hora de pôrmos as diferenças de lado e unirmo-nos contra o inimigo comum. Porque o inimigo é unido. E é por isto que somos sempre fodidos
saraivada on
adorava perceber o que significa 24h de manutenção….
Seguindo a lógica deste “escrevedor de artigos”, se metermos 1 pessoa junto de um avião da TAP durante 24h, vamos ter ganhos fantásticos, porque são 24h de manutenção por dia!
Haja burrice e pachorra para isto.
rDmT93 on
Com este acidente o jornalismo português foi além da sarjeta.
EfficientInsecto on
Se ao menos houvesse dispositivos que informassem sobre a tensão do cabo em tempo real…
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14 Kommentare
> (…) A Carris tinha, até 2007, uma equipa de 24 homens dedicados à manutenção dos ascensores da Glória, do Lavra, da Bica e de Santa Justa, revelou esta sexta-feira o jornal ‘Público’. (…) Durante o turno, eram verificados os cabos: um dos trabalhadores calçava as luvas e deixava deslizar o cabo entre as mãos e contava quando um fio solto picava a luva – se houvesse três ocorrências num metro de cabo, era dada ordem para parar o elevador.
> **No entanto, a partir do momento em que a Carris contratou a atividade de manutenção externamente, o número de funcionários reduziu-se de 24 para seis pessoas afetas ao trabalho.**
> (…) entre os funcionários da Carris havia a percepção de que o Elevador da Glória não funcionava na perfeição, sobretudo devido a problemas de sobrecarga. Um dos sintomas era o facto de as cabinas baloiçaram mais do que antigamente e havia um ‘chocalhar’ no funcionamento do elevador. Houve queixas dos guarda-freios sobre as folgas do cabo (…)
* [webarchive](https://archive.ph/EImjf)
Lá vem o pessoal do PSD dizer que isto é aproveitamento político.
> até 2007
Passos dar um suspiro de alívio.
Oh pá isto já mete um bocado de nojo das narrativas que praí andam, o raio do elevador já andava a quase duas décadas com seja qual for a equipa e seja qual for o procedimento de inspeção e manutenção, foi um acidente de merda num equipamento que ja tinha o que? Quase 150 anos? A culpa é da física e do azar.
O problema foi quando a Carris passou para a autarquia de Lisboa vinda do Estado. A Carris tem de voltar ao Estado, onde estão o Metro de Lisboa e Carris Metropolitana por exemplo.
Manutenção e inspecção não são sinónimos.
Mas existe alguma dúvida que a inspeção e manutenção não era a suficiente para impedir o desfecho final …. ?
É óptimo ver-se que se continuam a fazer „notícias“ com suposições em vez de se esperar que saia o relatório pelas entidades competentes, que pelo menos o que li não detectaram problemas no cabo em si. E o aproveitamento político também tem muito que se lhe diga porque quando os serviços de manutenção passaram para privados em 2007 o presidente da câmara de Lisboa era o António Costa. Apelar a bom senso nos tempos que correm parece ser pedir muito, mas sinto muito pelas famílias que para além de perderem entes queridos têm depois de assistir a este circo de especulação.
Dass estava 24 horas por dia em manutencao?
Se há coisa que este acidente expõe, é a fraca qualidade do jornalismo em portugal.
E já agora, depois das 24 horas por dia de manutenção, quantas sobram para a operação do aparelho?
Pois, aquando da data de tragédia da ponte de entre-os-rios muito se falou e se disse que a ponte era „velha e sem manutenção/reparação“ para mais tarde se concluir que as excessivas e abusivas recolhas de areia do rio provocaram a queda da ponte
O costume. Alguém mamou o guito e não fez um caralho. Foi só facturar. Sinceramente, acho que é hora de pôrmos as diferenças de lado e unirmo-nos contra o inimigo comum. Porque o inimigo é unido. E é por isto que somos sempre fodidos
adorava perceber o que significa 24h de manutenção….
Seguindo a lógica deste “escrevedor de artigos”, se metermos 1 pessoa junto de um avião da TAP durante 24h, vamos ter ganhos fantásticos, porque são 24h de manutenção por dia!
Haja burrice e pachorra para isto.
Com este acidente o jornalismo português foi além da sarjeta.
Se ao menos houvesse dispositivos que informassem sobre a tensão do cabo em tempo real…