Sendo de uma cidade secundária (Coimbra) onde o automóvel é um bem tão essencial como a água, conto por uma mão as vezes que andei de comboio ao longo dos últimos 10 anos. Desde Outubro, com a entrada deste passe, já o comprei várias vezes simplesmente para passear praticamente a custo zero.
O intercidades está quase sempre cheio e parece-me que a ocupação desce a pique com a velocidade do comboio, sendo que apanho os urbanos sempre com meia dúzia de almas por carruagem.
Embora esta mais que duplicação de passageiros possa não ser reflectida nas receitas – a metade dos passageiros que já utilizava o comboio pagava com certeza bem mais de 20€ pelas viagens que fazia – não duvido que esteja a ser um sucesso fantástico para a ferrovia. Tanto pelo hábito de uso que está a criar, como pelo incentivo ao „vai para fora, cá dentro“. Neste verão acredito que sítios como S. Martinho do Porto e Figueira da Foz, por exemplo, estações coladas à praia onde a linha depois segue para longe da costa, vejam neste verão um aumento de visitantes.
E digo que é um sucesso porque apesar das receitas poderem não aumentar (ou até diminuir), as despesas não serão muito diferentes: os comboios iam andar independentemente de terem 10 ou 100 passageiros. Portanto a despesa por passageiro servido terá um aspecto muito melhor do que antes.
Há ainda muita gente que não conhece a medida ou está reticente para usar. Já tentei aconselhar pessoas a usar em viagens onde o custo do automóvel ultrapassa e bem os 20€ do passe, mas mesmo assim preferiram o conforto, rapidez e fiabilidade do automóvel, que dificilmente faz greve. Mas acho que se a CP for capaz de criar uma boa imagem enquanto esta medida estiver em vigor, isto vai ser um ponto fulcral na transição da nossa sociedade para uma que deixa de tratar o carro como rei de tudo.
Se alguém tiver experiências/opiniões sobre esta medida, gostava de as ler. Sobretudo quem já „consumia“, sobre as diferenças do antes e depois.
quizias on
Passei a carregar o passe e a ir todos os meses a casa dos meus pais (Santarém).
Uma viagem de ida e volta com desconto de Cartão Jovem fica a 20 euros, por isso mais vale carregar o passe. Além disso, vou utilizar para ir a praias, como mencionaste. Como não tenho carro, são praias que dificilmente visitaria, e assim passo a poder passear ao fim de semana.
babs-jojo on
Duvido muito que são Martinho do Porto aumente muito, a linha do Oeste é tão má que ainda demora umas horas a chegar lá…
Também estou a pensar compra to passe por acaso.
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3 Kommentare
Sendo de uma cidade secundária (Coimbra) onde o automóvel é um bem tão essencial como a água, conto por uma mão as vezes que andei de comboio ao longo dos últimos 10 anos. Desde Outubro, com a entrada deste passe, já o comprei várias vezes simplesmente para passear praticamente a custo zero.
O intercidades está quase sempre cheio e parece-me que a ocupação desce a pique com a velocidade do comboio, sendo que apanho os urbanos sempre com meia dúzia de almas por carruagem.
Embora esta mais que duplicação de passageiros possa não ser reflectida nas receitas – a metade dos passageiros que já utilizava o comboio pagava com certeza bem mais de 20€ pelas viagens que fazia – não duvido que esteja a ser um sucesso fantástico para a ferrovia. Tanto pelo hábito de uso que está a criar, como pelo incentivo ao „vai para fora, cá dentro“. Neste verão acredito que sítios como S. Martinho do Porto e Figueira da Foz, por exemplo, estações coladas à praia onde a linha depois segue para longe da costa, vejam neste verão um aumento de visitantes.
E digo que é um sucesso porque apesar das receitas poderem não aumentar (ou até diminuir), as despesas não serão muito diferentes: os comboios iam andar independentemente de terem 10 ou 100 passageiros. Portanto a despesa por passageiro servido terá um aspecto muito melhor do que antes.
Há ainda muita gente que não conhece a medida ou está reticente para usar. Já tentei aconselhar pessoas a usar em viagens onde o custo do automóvel ultrapassa e bem os 20€ do passe, mas mesmo assim preferiram o conforto, rapidez e fiabilidade do automóvel, que dificilmente faz greve. Mas acho que se a CP for capaz de criar uma boa imagem enquanto esta medida estiver em vigor, isto vai ser um ponto fulcral na transição da nossa sociedade para uma que deixa de tratar o carro como rei de tudo.
Se alguém tiver experiências/opiniões sobre esta medida, gostava de as ler. Sobretudo quem já „consumia“, sobre as diferenças do antes e depois.
Passei a carregar o passe e a ir todos os meses a casa dos meus pais (Santarém).
Uma viagem de ida e volta com desconto de Cartão Jovem fica a 20 euros, por isso mais vale carregar o passe. Além disso, vou utilizar para ir a praias, como mencionaste. Como não tenho carro, são praias que dificilmente visitaria, e assim passo a poder passear ao fim de semana.
Duvido muito que são Martinho do Porto aumente muito, a linha do Oeste é tão má que ainda demora umas horas a chegar lá…
Também estou a pensar compra to passe por acaso.