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    8 Kommentare

    1. >Produzir e consumir mais com as mesmas (ou até menos) horas de trabalho não é a catástrofe que tantos gostam de anunciar. Pelo contrário, ao fenómeno de conseguir produzir mais com menos horas de trabalho dá-se o nome de desenvolvimento económico.

      Parece muito bonito mas a realidade pelo menos nas empresas fang é que as ferramentas AI só fez com que houvesse mais despedimentos, menos contratações e que os empregados que já lá estavam tivessem ainda mais carregados com trabalho com o medo de serem despedidos.

    2. Oscar_the_Hobbit on

      Já estou a ver as reacções aqui de pessoal que só leu o título, que já agora é feito mesmo para ser bait.

    3. Um artigo inteiro, cheio de argumentos pomposos, para dizer „os pobres que se lixem“.

    4. Tem razão. Onde se deve trabalhar sempre é como ajustar a sociedade a estas mudanças, quer seja na reconversão para outras áreas ou outras áreas onde investir.

      A única dúvida aqui é que a disrupcao da AI pode ser muito grande e muito rápida e com isso os desafios para a sociedade serão muito radicais. Não é que no passado estas disrupcoes não tenham causado grandes problemas, é óbvio que sim. A diferença é que a malta agora está habituada a viver em paz, não se aceita que de um dia para o outro haja mais centenas de milhar de pobres e coisas assim que no tempo da revolução industrial era diferente.

      Agora tudo isto é uma questão da sociedade se adaptar. Maior produtividade nunca pode ser um problema. Agora questões como RBI ou taxar “maquinas” tornar-se coisas a debater e analisar.

      O maior problema da AI sera mesmo a outros níveis da sociedade. Se daqui a um ano conseguimos fazer vídeos perfeitos a meter o Montenegro a dizer o que quisermos, vamos ter problemas complicados de resolver.

    5. „Os desejos dos seres humanos são infinitos. Qualquer um de nós consegue imaginar dezenas, centenas, de coisas que gostava de adquirir e não pode.“

      Eu não imagino viver assim. Deve ser tão triste.

      Sábio foi Jorge Palma quando escreveu „Somos todos escravos do que precisamos. Reduz as necessidades se queres passar bem.“

    6. A longo prazo diria que tem razão. 

      A culpo prazo é muito complicado para toda a gente apanhada no meio desta revolução. Ninguém sabe ao certo quem são os trabalhos de futuro, muito curso universitário vai perder valor, outros vão ganhar valor. Muita gente habituada a bons empregos vão cair em desgraça porque os seus conhecimentos já não tem valor para o mercado, empresas estão a reduzir a contratação de juniores enquanto percebem as consequências a longo prazo etc etc. 

      E nem vamos entrar no hype actual de tudo ser AI, uma loucura em que 85% é lixo sem valor a ver se cola. 

    7. OkSupport5990 on

      A IA vai destruir empregos e construir outros empregos. Por exemplo, vai destruir a indústria das colunas de comentários, e ainda bem

    8. Vamos ser claros: quer haja desemprego ou não num futuro próximo, a maior parte da população terá, na prática, uma contribuição económica marginal negativa. Ou seja, o valor direto da sua produção será inferior ao retorno do capital aplicado noutras soluções, como a IA.

      Como resolver isto? Partindo do pressuposto de que a produção total será igual ou superior à atual (condição necessária para que a automação se justifique), a solução óbvia é a redistribuição de riqueza dos detentores de capital e dos seus lucros para o resto da população, através de mecanismos como o Rendimento Básico Incondicional (RBI). Contudo, esta proposta enfrentará certamente forte oposição dos „vencedores“ desta transformação: os que controlam o capital e os que têm acesso privilegiado a ele, capazes de capturar uma fatia significativa do crescimento económico.

      Como poderiam estes grupos evitar uma revolta da maioria, que force uma redistribuição em países democráticos? Uma hipótese seria financiar partidos ou facções que defendam a inviolabilidade da propriedade privada e um Estado minimalista, limitado a garantir direitos „negativos“ (proteção da minoria detentora de capital). No entanto, essa estratégia dificilmente conquistaria apoio popular massivo, mesmo que influencie setores poderosos.

      Uma solução „mais eficaz“ (que pode ser usada em paralelo) é criar um bode expiatório: uma classe vulnerável, com menor capacidade de resistência (como transsexuais, imigrantes, ciganos, etc.), culpando-a pelos efeitos negativos de um sistema económico que não controlam. Através de uma cobertura mediática 24/7 (em canais e redes sociais controlados por interesses capitalistas, cujos algoritmos promovem conteúdo extremo), exageram-se problemas reais ou inventados, desviando a atenção das verdadeiras causas. Assim, uma parte significativa dos eleitores passa a olhar „para baixo“, ignorando que os problemas „vêm de cima“, e até a apoiar medidas autoritárias como resposta.

      Paralelamente, desvalorizam-se direitos das minorias, rotulando a luta por igualdade como „tretas woke“, e normaliza-se a violência contra civis, deportações para campos de trabalho ou até genocídio, disfarçando-o como „defesa contra terroristas“.

      Mas não, claro que isto é exagero. Nada disto poderia ser implementado no mundo real, certo?

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