
Analyse der 10 Gehaltsbereiche der portugiesischen Erwerbsbevölkerung (Werte von 2025 und Äquivalente im Jahr 2000), um zu verstehen, wie sich der Aufwand zur Deckung des Grundbedarfs (wesentliche Güter/Dienstleistungen und Wohnraum) entwickelt hat
Kontext:
Zwischen 2000 und 2025 stiegen die Durchschnittslöhne und die allgemeine Inflation um rund +70 %.
Im gleichen Zeitraum:
– Wesentliche Güter und Dienstleistungen: +173 %
– Wohnen: +228 %
Methodik:
– Aufwandsquoten (dargestellt in Intervallen), berechnet auf Basis des Nettoeinkommens
– Szenario: Erwachsener allein, ohne Kinder
– Kosten werden separat analysiert, um die Auswirkungen der Inflation zu isolieren
Referenzwerte:
Wesentliche Güter/Dienstleistungen:
(Lebensmittel, Licht/Gas, Wasser, Telekommunikation, Transport und Gesundheit)
– 505 € (2025) vs. 185 € (2000)
Gehäuse:
Durchschnittliche monatliche Kosten eines T1 (Neuverträge)
– 950 € (2025) vs. 290 € (2000)
Schlussfolgerungen:
– Die Verteilung der Bevölkerung über die Gehaltsbereiche hinweg bleibt relativ ähnlich wie im Jahr 2000, die finanzielle Nachhaltigkeit hat sich jedoch deutlich verschlechtert.
– Es besteht ein strukturelles Ungleichgewicht zwischen Einkommen (+70 %) und Kosten "existieren": lebenswichtige Güter (+173 %) und Wohnen (+228 %). Die Lebenshaltungskosten sind viel schneller gestiegen als die Löhne.
– Die Aufwandsquoten sind dramatisch gestiegen. Heutzutage leben diejenigen, die 1.500 bis 2.000 Euro brutto verdienen, in einer Realität, die der Realität im Jahr 2000 sehr nahe kommt.
– Im Jahr 2000 waren viele Einzelpersonen/Familien in der Lage, die wesentlichen Ausgaben mit einer Marge zu bezahlen. Im Jahr 2025 nähern sich die Grundlebenshaltungskosten für einen Großteil der Erwerbsbevölkerung dem Nettoeinkommen an oder übersteigen es im unteren und mittleren Bereich.
-> Aufwandsquoten über 100 % bedeuten, dass das monatliche Einkommen nicht die berücksichtigten durchschnittlichen monatlichen Kosten deckt, sollten aber nicht wörtlich genommen werden.
-> Bei den dargestellten Werten handelt es sich um nationale Durchschnittswerte, die für das beschriebene Szenario berechnet wurden.
Ziel dieser Analyse ist es nicht, alle individuellen Realitäten abzubilden, sondern vielmehr den strukturellen Trend im Zusammenhang zwischen Löhnen und Lebenshaltungskosten in Portugal hervorzuheben.
Quellen:
INE, Pordata, Sozialversicherung, DGRF und Immobilienmarktanalyse (2000–2025)
https://i.redd.it/c3ugtltcfpfg1.png
Von ApprehensiveProof825
23 Kommentare
Isto devia gerar consequências.
Claramente, como nos outros posts semelhantes, alguém vai dizer que poderia ter sido feito de uma maneira melhor.
Provavelmente é verdade, porém, deixa-me já agradecer-te o serviço público.
Bem-vindos à desvalorização da moeda.
Possuam ativos ou ficam para trás.
Não sei se és o autor, mas está aí uma excelente análise!
Cá p*ta de tristeza….
Trickle down economics a apresentar bons resultados
Excelente trabalho. Óbvio que podem-se encontrar algumas falhas, mas é um excelente tópico de discussão.
Seria interessante também incluir outras alturas como 2008 (Pré-Crise Financeira/Troika), 2011-2013 (pico da crise) e 2019 (pré-pandemia). Acho que ajudaria a perceber como as diferentes crises podem ter afetado.
E eu que vejo tantos a dizer que 2k,3k,4k é riquíssimo. É com este tipo de trabalhos que se vê bem que hoje em dia nada disso é ser rico.
Ganho ligeiramente menos que 1400€ brutos atualmente, mas estou incrédulo, que mais de metade da nação têm um vencimento pior que o meu
Excelente trabalho.
[deleted]
Excelente post. Muito boa análise!
Parabéns pelo serviço público! Partilha no r/literaciafinanceira
Nunca percebi bem este tipo de análises no sentido em que, o rendimento bruto é o do agregado ou individual? É que isto altera muito a dinâmica num agregado com rendimentos brutos muito dispares. É que o custo dos bens é muito diferente para uma pessoa ou para um agregado de p.e. 3 (2 + 1 dependente).
Excelente análise.
A prova que Portugal estagnou nos últimos 25 anos, pelo menos. E a estagnação paga-se caro.
A inflação e as crises internas e externas comeram todo o pouco progresso que se teve e ainda deixou pior.
Portugal chegou ao ponto que só 2% da população portuguesa pode dizer que vive de facto confortável (para quem não tem casa paga), quando em 2000 era 10% da população.
E sinceramente acredito que vai piorar mais.
Muito bom
A TX de esforço é em função do ordenado bruto?
N devia ser, é que a realidade é muito pior, como pagas muito mais de IRS
Excelente post OP.
No fundo são números que só provam o que está à vista de todos.
Para onde caminhamos? No fundo o modelo económico como existe atualmente não consegue ser sustentável durante muitas mais décadas (aguentará mais dois séculos?).
Não sei o que pensar.
Que dados deprimentes, mesmo a calhar bem com o tempo também.
Bom trabalho OP, a depressão induzida pelos dados em nada é parecida com a qualidade da tabela e da análise.
Boa iniciativa mas com alguns problemas…
* As contas bruto/líquido não são bem assim… Líquido depende de tanta coisa e estás a excluir o que passou a ser „standard“ como os mil e um esquemas de fugir ao salário bruto, SA, deslocação, PPR, Seguros, Viatura, etc. O líquido real é superior por causa disso
* T1 custo médio mensal de 950€ no país todo? [Segundo o INE](https://www.ine.pt/xportal/xmain?DESTAQUESdest_boui=706289573&DESTAQUESmodo=2&xlang=pt&xpgid=ine_destaques&xpid=INE) são 8.22€/m2 a renda mediana para novos contratos de arrendamento, ou seja uns 415-490€/mês para um T1
* Maioria das casas em Portugal são compradas, não arrendadas. Ir pelos arrendamentos distorce muito os dados
* Faltam dados de como calculas os „custos fixos“, muito incompleto o que dizes, nem se incluis preço do carro, da manutenção, se só consideras transportes públicos, etc
* Maioria das pessoas não vivem sozinhas, em 2000 não vivia tudo sozinho num T1
Em geral tens razão, a taxa de esforço é maior hoje que em 2000, já que os salários não acompanharam os aumentos, mas estás a pintar uma imagem pior que a realidade
Quando dizes “Bruto Mensal” deve-se interpretar como anual/12 ou anual/14?
Serviço público. Os meus parabéns por este quadro elucidativo.
Para mim não é surpresa mas agora ficou claro: Quem vive do seu trabalho, mais bem ou menos bem remunerado vive pior hoje, em comparação com há 25 anos atrás.
No entanto, não deixa de ser curioso que a proporção da população nos seis escalões de rendimento mais altos sofreu um aumento de 50%!
Ou seja, apesar do custo de vida ter aumentado brutalmente para as faixas de rendimento mais baixo, houve uma **franja relevante da população que viu a sua posição económica relativa alterar-se de forma significativa**, muito possivelmente à custa do aumento do custo de vida para as franjas mais baixas, nomeadamente em habitação.
A comparação é feita em relação a 2000, mas algo me diz que se tal fosse feita em relação a 2015, as alterações seriam semelhantes. Ou seja, foi o período pós-troika, onde se viveu a liberalização e desregulação no imobiliário e turismo no seu máximo, que trouxe estas mudanças ao nível do rendimento e do custo de vida, e não o período anterior 2000-2015.
O que, a meu ver, explica a grande direitização da população portuguesa nos últimos anos.
Esta análise tem alguns problemas por ser uma visão nacional. T1 a 950€ não é representativo de Portugal, quanto mais é representativo de uma cidade como Lisboa. Porquê esta nuance? Porque o salário médio em Lisboa ou arredores também é mais elevado, com uma distribuição de salários por faixa diferente, portanto a taxa de esforço não é tão elevada como aí diz.
Se querias fazer esta análise, sugiro usar-se médias nacionais de um T1, que não é 950€ de certeza absoluta. Além disso como outro poster indicou, a maior parte das casas são compradas e não arrendadas, o que torna a análise mais complexa.